Eles se conheceram num Uber em 2017. Hoje, têm startup de IA de US$ 4,5 milhões

Por Guilherme Santiago 11 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Eles se conheceram num Uber em 2017. Hoje, têm startup de IA de US$ 4,5 milhões

O que você precisa saber:

Eles se conheceram numa carona de Uber compartilhado em 2017, recém-contratados pelo Google. Quase uma década depois, largaram empregos cobiçados em DeepMind, Meta e Databricks para abrir uma startup de inteligência artificial — e fecharam a primeira rodada de captação em US$ 4,5 milhões antes de completar um ano de empresa.

A trajetória dos engenheiros Praneet Dutta, de 32 anos, e Joe Cheuk, de 33, escancara um movimento que ganha força em 2026: o êxodo silencioso de talentos das big techs em direção ao empreendedorismo em IA.

Eles fundaram a Pomo, startup com sede em Palo Alto que usa IA para acelerar decisões de marketing, e dizem que o aprendizado mais valioso desses anos no Google e na Meta não foi técnico — foi sobre velocidade.

Do Uber compartilhado à sociedade

Era o primeiro dia de Dutta no Google quando ele dividiu uma carona com Joe Cheuk, contratado meses antes. Estavam em equipes diferentes — um em machine learning, outro em infraestrutura em nuvem —, mas descobriram inquietações em comum sobre o futuro das próprias carreiras.

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"Tivemos muitas conversas sobre se a big tech era mesmo o melhor lugar pra gente. Queríamos liberdade para decidir e agir rápido", conta Cheuk.

Os dois mantiveram contato mesmo seguindo caminhos diferentes: Cheuk passou pela Meta e depois pela Databricks, enquanto Dutta migrou para o DeepMind, braço de pesquisa em IA do Google.

Em todos esses anos, o acordo tácito permaneceu: um dia, abririam algo juntos. O que faltava era saber quando — e em que onda.

A Pomo opera com apenas seis pessoas — equipe enxuta que usa agentes de programação por IA (FG Trade/iStockphoto)

A onda chegou em 2024

O timing virou definitivamente em 2024. "Foi quando vimos uma mudança de paradigma sobre o que esses modelos de IA conseguem fazer", diz Dutta. Os dois passaram a entrevistar profissionais de marketing para validar uma ideia: usar IA para acelerar decisões corporativas que hoje demoram semanas.

A oportunidade era clara. Faltava apenas a estabilidade pessoal para dar o salto — e ela veio em forma de documento. Ambos receberam o green card norte-americano no mesmo período, o que destravou a possibilidade de largar empregos formais sem comprometer o status migratório. Era a peça que faltava para abandonar a Big Tech.

A habilidade mais valiosa da era da IA

A maior diferença entre big tech e startup, segundo os dois, não está na rotina nem no salário — está na velocidade de decisão. "O custo da indecisão em uma startup é muito maior", afirma Dutta. Cada hora de hesitação numa equipe enxuta tem preço.

A diferença entre quem cresce e quem fica pra trás está na velocidade de aprender IA. No Pré-MBA da EXAME, você sai sabendo usar ChatGPT, Claude e Gemini no seu dia a dia. Garantir minha vaga.

Mas o que diferencia quem vai sobreviver na era da IA, segundo Cheuk, é outra coisa: "Qualquer um constrói algo com a ferramenta certa. O que diferencia é sua capacidade de agir rápido o suficiente para ser o primeiro a fazer."

No Google, Dutta e Cheuk trabalharam em times distintos antes de unirem forças quase uma década depois (Getty Images)

A Pomo é uma equipe de apenas seis pessoas. O produto inteiro foi construído por cinco engenheiros usando agentes de programação por IA. "Só foi possível porque capacitamos toda a equipe a usar essas ferramentas", completa Dutta.

Em um mercado que viu gigantes como Google, Meta e Amazon promoverem demissões em massa em 2025 e 2026, o caso da Pomo simboliza um movimento maior: na nova economia da IA, vence quem combina experiência técnica com velocidade de execução. O resto é detalhe.

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