Em carta a Flávio, Rubio reforça investigação dos EUA por tarifaço ao Brasil

Por Estela Marconi 26 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Em carta a Flávio, Rubio reforça investigação dos EUA por tarifaço ao Brasil

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, reafirmou em carta enviada ao senador Flávio Bolsonaro a posição do governo do presidente Donald Trump de manter a defesa de medidas tarifárias contra o Brasil.

O documento responde a uma correspondência enviada no início de junho pelo parlamentar brasileiro, que havia pedido ao governo americano para não avançar com novas tarifas sobre produtos brasileiros.

A troca de mensagens ocorre em meio à crescente tensão comercial entre Brasília e Washington e à discussão sobre investigações conduzidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR).

Na carta, Rubio agradece o posicionamento de Flávio Bolsonaro em relação à classificação de organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas pelos Estados Unidos, tema citado como convergência entre os dois lados.

Apesar do tom diplomático, o secretário de Estado reforça que não houve qualquer recuo na posição americana sobre a necessidade de aplicar tarifas em resposta a práticas consideradas distorcivas no comércio internacional.

"O Representante de Comércio dos Estados Unidos, Embaixador Jamieson Greer, anunciou em 1º de junho de 2026 sua determinação de que certos atos, políticas e práticas do Brasil são irracionais ou discriminatórios e impõem restrições ao comércio dos EUA", afirmou.

O governo Trump afirma que as investigações em andamento apontam preocupações em áreas como comércio digital, sistemas de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, corrupção, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.

Flávio Bolsonaro tenta conter impacto político da ofensiva

A carta de Flávio Bolsonaro ao governo americano foi enviada em meio à tentativa de mitigar os efeitos políticos e econômicos do anúncio de novas tarifas.

No documento, o senador e pré-candidato à presidência da República argumentou que medidas mais duras contra o Brasil poderiam gerar “sérios danos” à população e mencionou sua confiança em uma possível vitória eleitoral em outubro.

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