Em evento do BTG, Bessent nega que o dólar esteja fraco
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que o governo americano trabalha para preservar os fundamentos que sustentam um dólar forte e tornar o país o destino mais atrativo para o capital global. As declarações foram feitas durante participação por videoconferência no CEO Conference, evento promovido pelo BTG Pactual (do mesmo grupo de controle da EXAME). O painel foi conduzido por André Esteves, presidente do conselho de administração do banco.
O secretário também relativizou avaliações de mercado sobre a moeda americana. “Eu não acho que o dólar esteja fraco”, disse.
Bessent foi questionado sobre o que o governo espera de Kevin Warsh, indicado de Donald Trump para substituir Jerome Powell à frente do Federal Reserve. “A gente só queria alguém com mente aberta e acho que o Kevin é essa pessoa", afirmou o secretário, citando experiências prévias de Warsh.
No campo tecnológico, Bessent destacou a centralidade da inteligência artificial na economia. Segundo ele, o governo observa de perto como a tecnologia vem agregando valor e aumentando a produtividade, especialmente entre os mais jovens. “Todos devem ser nativos em inteligência artificial a partir de agora”, disse, ao afirmar que, nesse processo, “nenhum trabalho é perdido, apenas realocado”.
Sobre a América Latina, o secretário afirmou que há entusiasmo com o aumento do interesse dos Estados Unidos pela região. Bessent usou a Argentina como exemplo de influência econômica para que Javier Milei não perdesse apoio nas eleições legislativas. "O apoio ao presidente argentino superou as expectativas, inclusive entre jovens e populações de menor renda", afirmou
Sobre a Venezuela, Bessent afirmou que ações envolvendo intervenção e extradição de Nicolás Maduro evidenciaram o peso militar dos Estados Unidos. “Posso afirmar que as pessoas hoje na Venezuela, no governo, estão cooperando. É uma parceria muito boa, com chances de levar a uma eleição direta”, disse. Sobre o Brasil, Bessent se limitou a falar que hoje existe uma conexão entre os presidente Lula e Donald Trump.
Bessent fez críticas à Europa e diz que o continente fracassou em seu plano econômico. Por outro lado, apontou o Japão como um caso de movimento político “ousado”, tecendo elogios à premiê Sanae Takaichi, que garantiu uma "supermaioria" em eleições legislativas no último fim de semana.
Ao encerrar, o secretário afirmou que a política de “América em primeiro lugar” não significa isolamento. “No fim das contas, queremos a paz", disse Bessent.
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