Em meio aos ataques, Irã fecha escolas e pede que população deixe Teerã

Por Da redação, com agências 28 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Em meio aos ataques, Irã fecha escolas e pede que população deixe Teerã

O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã anunciou neste sábado, 28, o fechamento de escolas e universidades e determinou que repartições públicas operem com apenas 50% da capacidade.

O órgão também recomendou que a população deixe Teerã diante da expectativa de novos ataques de Israel e dos Estados Unidos contra a capital.

“Segundo as informações obtidas sobre esses dois regimes, suas operações em Teerã e em algumas outras cidades continuarão”, informou o conselho em comunicado. A nota acrescenta que, “na medida do possível e mantendo a calma, recomenda-se viajar para outros centros e cidades, se for viável, para se manter a salvo”.

Pela manhã, a autoridade de Aviação Civil do Irã anunciou o fechamento do espaço aéreo e orientou a população a não se dirigir aos aeroportos.

O governo também suspendeu o acesso à internet e interrompeu temporariamente os serviços de telefonia, que já foram parcialmente restabelecidos.

Horas antes, Israel e Estados Unidos lançaram ataques contra alvos iranianos. Explosões foram registradas em Teerã e em outras cidades do país.

A agência EFE relatou cenas de caos na capital, com congestionamentos intensos, pais correndo para buscar os filhos nas escolas e filas em caixas eletrônicos.

Em resposta à ofensiva, a Guarda Revolucionária iraniana anunciou o início de uma primeira onda de mísseis e drones contra Israel.

Israel e Irã

As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram neste sábado, 28, ter detectado o lançamento de mísseis a partir do Irã, em retaliação ao bombardeio israelense contra Teerã e outras cidades na manhã deste sábado.

“Há pouco, as Forças de Defesa de Israel identificaram mísseis lançados do Irã em direção ao território do Estado de Israel. Os sistemas defensivos estão atuando para interceptar a ameaça”, afirmou em comunicado.

As FDI alertaram que o sistema de defesa aérea “não é hermético” e orientaram a população a seguir as recomendações do Comando da Frente Interna, órgão responsável por instruções civis em situações de emergência. O governo decretou estado de emergência por 48 horas.

Segundo o jornal israelense Haaretz, sirenes antiaéreas soaram no norte do país, próximo à fronteira com o Líbano, e moradores foram instruídos a buscar abrigo em bunkers ou áreas protegidas.

O ataque marcou a primeira retaliação direta do Irã contra Israel após a ofensiva israelense, realizada em coordenação com os Estados Unidos, contra alvos em Teerã.

Também neste sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conclamou a população iraniana a se preparar para assumir o controle do país após o fim da operação militar contra o regime.

Ele também pediu que integrantes das forças de segurança iranianas deponham as armas, prometendo “imunidade total”.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou em comunicado que forças israelenses e norte-americanas realizaram um ataque coordenado para “eliminar a ameaça existencial representada pelo regime iraniano”. No texto, ele também agradeceu ao “grande amigo Donald Trump” pela “liderança forte” na condução da operação.

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