Em sua 1ª expansão em 20 anos, NBA prevê lucro de US$ 10 bilhões com aumento de franquias
Os proprietários das equipes da NBA aprovaram a análise para criação de franquias em Las Vegas e Seattle, movimento que pode marcar a primeira expansão da liga em cerca de duas décadas. A iniciativa ocorre em um cenário de valorização de ativos esportivos e deve abrir uma disputa entre investidores interessados na aquisição de novos times.
Segundo o comissário Adam Silver, a decisão reflete o interesse em avançar sobre mercados com histórico de engajamento com o basquete profissional.
"Dois mercados com uma longa história de apoio ao basquete da NBA", afirmou em comunicado oficial, ao indicar a abertura de diálogo com potenciais interessados.
Durante reunião recente com proprietários, Silver mencionou projeções internas que apontam para receitas entre US$ 7 bilhões e US$ 10 bilhões por franquia, conforme relatos de pessoas com conhecimento das discussões. A NBA não comentou publicamente os valores mencionados.
Na semana anterior, que a liga iniciou conversas com bancos de investimento para estruturar o processo de expansão. A NBA começou a avaliar o tema no verão passado e contratou a PJT Partners como assessora financeira, informou a Bloomberg.
A última expansão ocorreu em 2004, quando Robert L. Johnson adquiriu uma franquia em Charlotte por US$ 300 milhões. Desde então, a receita da liga registrou crescimento impulsionado pelos direitos de mídia esportiva, elevando o valor das equipes para patamares superiores a US$ 10 bilhões.
Disputa por novas franquias
Os donos das 30 equipes analisam o impacto da expansão sobre a divisão de receitas, ao mesmo tempo, em que consideram o retorno financeiro proveniente das taxas de entrada. A expectativa inicial girava em torno de US$ 5 bilhões por franquia.
Esse patamar foi revisado após transações recentes. O Boston Celtics foi negociado por US$ 6,1 bilhões, enquanto Mark Walter assumiu o controle do Los Angeles Lakers em operação avaliada em US$ 10 bilhões. Participações minoritárias também registraram valores elevados, como no caso do Golden State Warriors, que negocia 5% da equipe com base em valuation de US$ 11 bilhões.
Las Vegas e Seattle aparecem como candidatas recorrentes no processo. Seattle sediou o Seattle SuperSonics até a mudança para Oklahoma City, em 2008. Já Las Vegas ampliou sua presença em ligas profissionais na última década, com franquias da NFL e da NHL, além de eventos como a liga de verão da NBA e a final da NBA Cup.
Investidores se movimentam para disputar as futuras franquias. Samantha Holloway, ligada ao Seattle Kraken, estruturou uma holding voltada à gestão de ativos esportivos e arenas, incluindo a Climate Pledge Arena, onde a equipe atua.
Em Las Vegas, nomes como Marc Lasry, ex-coproprietário do Milwaukee Bucks, e Bill Foley, ligado ao Vegas Golden Knights, manifestaram interesse. Foley participa do controle da T-Mobile Arena em parceria com a Anschutz Entertainment Group e a MGM Resorts International.
Após a definição de instituições financeiras para conduzir o processo, a expectativa é que a disputa pelas franquias se estenda ao longo do ano. A projeção interna considera a estreia das novas equipes na temporada 2028-2029.
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