Emirates suspende voos para Dubai após escalada militar no Oriente Médio
A Emirates Airlines, principal companhia aérea do Oriente Médio, confirmou ter suspendido temporariamente as operações para Dubai até pelo menos 8h desta segunda-feira, 2, após o fechamento do espaço aéreo em países do Oriente Médio com a escalada de ataques na região.
As operações de voos que partem de Dubai também foram interrompidas.
Os principais aeroportos de conexão da região, como Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e Doha, no Catar, tiveram operações suspensas ou fortemente restritas desde a manhã de sábado, 28.
O Aeroporto Internacional de Dubai sofreu danos durante ataques de retaliação do Irã. Também houve impacto nos aeroportos de Abu Dhabi e do Kuwait e companhias como British Airways e Virgin Atlantic cancelaram voos para a região.
Impacto no transporte marítimo e rotas de petróleo
Duas das maiores transportadoras marítimas do mundo, CMA CGM e Hapag-Lloyd, determinaram que seus navios evitem navegar por águas do Golfo Pérsico.
A CMA CGM orientou, com efeito imediato, que embarcações que estejam no Golfo Pérsico ou a caminho da região permaneçam em segurança. A empresa também informou que a passagem pelo Canal de Suez segue suspensa, com desvio das rotas pelo Cabo da Boa Esperança, o que aumenta significativamente o tempo de viagem.
Já a Hapag-Lloyd suspendeu o trânsito de suas embarcações pelo Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde transita cerca de 20% da produção mundial de petróleo.
Outras empresas do setor, como a Maersk, alertaram clientes para possíveis atrasos nas entregas após desvios de rota motivados pelo risco de ampliação do conflito.
A Força Naval da União Europeia informou que a Guarda Revolucionária iraniana passou a advertir embarcações, por rádio, de que a travessia do Estreito de Ormuz “não estava autorizada”. A Organização das Nações Unidas (ONU) não anunciou medidas adicionais, mas declarou estado de alerta máximo.
Os Estados Unidos orientaram navios comerciais a manter distância do Golfo devido a “atividades militares relevantes” e a permanecer ao menos 30 milhas náuticas afastados de embarcações militares americanas.
Dados do site especializado MarineTraffic indicam que parte dos petroleiros recuou ou interrompeu a navegação antes de cruzar o Estreito de Ormuz neste sábado.
*Com informações da AFP
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