Empresa falida teria fortuna de US$ 114 bilhões, mas precisou vender tudo
O fundador da corretora de criptoativos FTX, Sam Bankman-Fried, poderia ser dono de um império de US$ 114 bilhões hoje, mas foi obrigado a vender a maior parte dos investimentos da sua empresa depois do colapso da exchange.
A descoberta foi divulgada pelo perfil Watcher.Guru, que postou a carteira do empresário. As escolhas de investimento impressionam pela visão de negócios que demonstram, apesar da gestão fraudulenta que Bankman-Fried teve no comando da corretora.
Em março de 2024, o empresário foi condenado a 25 anos de prisão pela fraude contra clientes e investidores. Na época, a Justiça determinou o bloqueio de US$ 11,2 bilhões de sua conta e a empresa teve que vender seus ativos para pagar a dívida com seus credores.
Confira abaixo a carteira da FTX e quanto cada ativo teria multiplicado seu valor caso o empresário não os tivesse vendido:
Cursor (15 mil vezes)
Em 2022, quando a Alameda Research, fundo de hedge ligado à FTX, investiu na Cursor, era apenas uma pequena startup voltada ao desenvolvimento desta incipiente tecnologia chamada inteligência artificial.
Hoje, a companhia é uma das maiores do segmento, e o aporte de US$ 200 mil que a empresa de Bankman-Fried fez teria se transformado em US$ 3 bilhões. Ou seja, o capital do fundo teria se multiplicado por 15 mil não fosse a necessidade de cobrir o rombo provocado pela fraude.
Antropic (165 vezes)
Outra empresa de IA na carteira, a Antropic é mundialmente famosa pelo agente Claude, que impressionou o mundo todo em 2026.
No começo da década, Bankman-Fried comprou uma participação de 8% na empresa por US$ 500 milhões. Se não tivesse vendido por US$ 1,3 bilhão em 2024, essa fatia valeria US$ 80 bilhões.
SpaceX (75 vezes)
As entidades controladas por Bankman-Fried também possuíam por volta de US$ 200 milhões na companhia aeroespacial de Elon Musk. Hoje, esse valor teria se tornado US$ 15 bilhões.
Solana (27 vezes)
As ligações da FTX com a blockchain Solana e seu token homônimo são conhecidas, e foram responsáveis pela forte queda da criptomoeda entre o final de 2022 e a metade de 2023.
Contudo, o token se recuperou com uma alta vertitoken se recuperou com uma alta vertiginosa depois. Os US$ 189 milhões na moeda digital teriam se transformado em US$ 5,1 bilhões.
Robinhood (8 vezes)
No mercado financeiro tradicional, a FTX possuía US$ 612,5 milhões na corretora voltada a pessoas físicas Robinhood. O investimento valeria US$ 4,9 bilhões em 2026.
Genesis Digital (3 vezes)
Por fim, o investimento menos bem sucedido da lista teria simplesmente triplicado de valor caso fosse mantido pelas organizações FTX. Na companhia do setor de criptomoedas, a participação das empresas de Bankman-Fried era de US$ 1,17 bilhão, que hoje seriam US$ 3,5 bilhões.
Nas redes sociais, usuários lembraram que parte desses investimentos foram feitos com dinheiro que os clientes da FTX depositaram e acabaram entrando na confusão patrimonial entre a corretora e a Alameda Research.
Nas palavras do usuário Chris McCarthy, “nada disso era dinheiro dele”.
A FTX, uma das maiores corretoras de criptomoedas do mundo, entrou em colapso em novembro de 2022 após revelações de má gestão e uso indevido de recursos de clientes.
A empresa utilizava depósitos de usuários para cobrir perdas da Alameda Research, seu braço de investimentos.
Quando a situação veio à tona, houve uma corrida por saques que a corretora não conseguiu honrar, levando ao pedido de falência. O caso desencadeou investigações, processos judiciais e marcou um dos maiores escândalos da história do mercado cripto.
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