Enjoei decide encerrar Elo7, marketplace de produtos artesanais

Por Luiz Anversa 11 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Enjoei decide encerrar Elo7, marketplace de produtos artesanais

A Enjoei informou nesta segunda-feira que seu conselho de administração aprovou a descontinuidade das operações da plataforma Elo7, marketplace de venda de produtos artesanais.

Em fato relevante, a companhia afirmou que, a partir desta data, a plataforma deixará de receber novos pedidos, garantindo o cumprimento de todas as obrigações com clientes e vendedores em transações já em andamento. O Elo7 era operado pela subsidiária integral Elo7 Serviços de Informática Ltda.

Segundo a Enjoei, a decisão foi tomada após um processo de revisão estratégica e de alocação de capital. A empresa explicou que desde a integração, o Elo7 passou a atuar em um ambiente competitivo mais desafiador, marcado pela forte expansão de grandes multinacionais do comércio eletrônico.

Limitações de escala

De acordo com a companhia, esse cenário "elevou significativamente os custos de aquisição de clientes e impôs limitações de escala, comprometendo a viabilidade econômica da operação diante do atual custo de capital". A Enjoei afirmou ainda que adotou diversas iniciativas para aumentar a eficiência operacional e reduzir a dependência de mídias pagas, mas que essas medidas não foram suficientes para reverter a perda de escala do negócio.

A empresa destacou que a receita líquida da unidade caiu 39,5% no quarto trimestre do ano passado em comparação com o mesmo período de 2024. Os impactos contábeis e financeiros decorrentes da decisão serão detalhados nas divulgações trimestrais de resultados.

Do online para as ruas: o plano do Enjoei para acelerar no varejo físico

Desde abril, a companhia abriu outros dois pontos próprios na cidade de São Paulo, um no Campo Belo e outro na Frei Caneca, nas proximidades da Avenida Paulista.

Agora, com o modelo testado, está pronta para partir para a expansão via franquias: o plano é chegar a 300 unidades em 2027. Para o próximo ano, a estratégia já está desenhada: concentrar a abertura das lojas no Sudeste, em cidades com mais de 300 mil habitantes.

“Nosso plano é bem ambicioso”, diz a empresária em relação aos planos para o offline. Os contratos para as 20 primeiras unidades já estão em fase final de negociação.

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