‘Esse erro no LinkedIn pode travar suas chances de emprego’, diz executivo da plataforma

Por Layane Serrano 14 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
‘Esse erro no LinkedIn pode travar suas chances de emprego’, diz executivo da plataforma

O erro parece pequeno e justamente por isso passa batido. Você monta o perfil, preenche o básico, deixa tudo “bonitinho”, mas some. Para Milton Beck, diretor-geral do LinkedIn para América Latina e África, essa é uma das armadilhas mais comuns (e silenciosas) para quem quer ser visto por recrutadores: tratar o LinkedIn como um currículo parado, que um dia, por sorte, vai render a vaga dos sonhos.

“O erro mais comum é você fazer o perfil e deixar lá”, afirma Beck.

Na lógica da plataforma, não basta existir: é preciso sinalizar movimento, interesse e coerência. E isso vale tanto para quem está desempregado quanto para quem só quer destravar a próxima oportunidade, porque, hoje, a vitrine profissional funciona o tempo todo, mesmo quando você não está “procurando emprego”.

Esse comportamento ganha ainda mais peso num cenário em que o recrutamento deixou de ser apenas reativo. Se antes empresas publicavam vagas e aguardavam candidatos, hoje boa parte das contratações começa com a busca ativa, e isso significa que perfis pouco atualizados ou sem atividade tendem a simplesmente desaparecer do radar.

Segundo Beck, apenas cerca de 30% dos usuários estão buscando emprego ativamente. A maioria usa a plataforma para networking, aprendizado e posicionamento profissional.

“As empresas não querem ficar restritas só a quem está aplicando para vaga. Elas querem acessar o universo inteiro de profissionais”, afirma. Ou seja: quem mantém presença consistente amplia as chances de ser lembrado mesmo sem estar em busca explícita.

O que diferencia um perfil “parado” de um perfil competitivo

Para o executivo, não se trata necessariamente de postar todos os dias ou virar influenciador corporativo. O ponto central é demonstrar evolução profissional e coerência com seus objetivos. Atualizar conquistas, comentar conteúdos relevantes, seguir empresas estratégicas e manter conexões ativas já fazem diferença.

Outro equívoco comum é enxergar o LinkedIn apenas como um banco de vagas.

“O perfil não é uma coisa estática. É uma ferramenta ativa”, diz Beck.

Isso inclui mostrar resultados concretos das experiências profissionais, não apenas listar cargos, e deixar claras as habilidades que você quer desenvolver.

A mudança no que as empresas buscam

Essa necessidade de presença contínua se conecta a outra transformação do mercado: a crescente valorização das habilidades. Diplomas seguem importantes, mas já não são o único filtro. Empresas procuram profissionais capazes de resolver problemas reais, e isso envolve tanto competências técnicas quanto habilidades comportamentais.

Comunicação, empatia, capacidade de adaptação e colaboração ganharam protagonismo, especialmente após a pandemia. Beck destaca que muitas demissões ou trocas de emprego não acontecem apenas por salário, mas pela relação com a liderança direta e pelo ambiente de trabalho.

“Se a relação com o chefe não é boa, a pessoa acaba saindo, mesmo que a empresa seja ótima”, afirma.

Veja também: Mais de 50% dos brasileiros querem mudar de emprego em 2026, aponta pesquisa do LinkedIn

O básico que ainda faz diferença

Apesar de toda a sofisticação tecnológica, alguns fundamentos continuam decisivos. Foto profissional, resumo claro sobre quem você é, descrição objetiva das conquistas e rede ativa ainda pesam na visibilidade. E, para quem mira carreira internacional, Beck recomenda ter o perfil em mais de um idioma.

No fim das contas, o LinkedIn deixou de ser apenas um lugar para procurar emprego e virou uma espécie de identidade profissional dinâmica. Quem entende isso tende a aparecer mais, e antes, quando surgem as melhores oportunidades.

Comentários

Deixe seu comentário abaixo: