Esses 3 exames de rotina podem não ser mais necessários em idosos
Exames e tratamentos considerados rotina ao longo da vida podem deixar de fazer sentido na terceira idade. Pesquisas recentes indicam que, para alguns pacientes idosos, os riscos de determinados procedimentos podem superar os benefícios — sobretudo quando a expectativa de ganho em saúde é limitada.
Estudos citados pelo The New York Times mostram que práticas comuns, como colonoscopias frequentes, remoção de lesões cutâneas benignas e uso contínuo de certos medicamentos vêm sendo reavaliadas por especialistas.
Colonoscopia após os 75 anos
O rastreamento de câncer de cólon com colonoscopia é amplamente recomendado na vida adulta, mas o cenário muda com o avanço da idade. Diretrizes médicas indicam que, após os 75 anos, o benefício tende a ser pequeno.
Pesquisas mostram que o risco de complicações aumenta com o envelhecimento, incluindo internações após o exame. Ao mesmo tempo, a redução da mortalidade por câncer de cólon nesse grupo é mínima, o que levanta dúvidas sobre a necessidade de repetir o procedimento, especialmente em pessoas com outras condições de saúde.
Lesões de pele nem sempre precisam ser removidas
As chamadas queratoses actínicas — manchas causadas pela exposição ao sol — são frequentes em pessoas mais velhas. Embora muitas vezes sejam tratadas preventivamente, estudos indicam que o risco de evolução para câncer de pele é muito baixo na maioria dos casos.
Além disso, os tratamentos podem causar dor, irritação e efeitos colaterais estéticos. Por isso, especialistas sugerem que, em pacientes sem histórico da doença, o acompanhamento clínico pode ser suficiente, evitando intervenções desnecessárias.
Idosos podem parar de tomar levotiroxina?
A levotiroxina, usada no tratamento do hipotireoidismo, está entre os medicamentos mais prescritos no mundo. No entanto, pesquisas recentes apontam que parte dos idosos com quadros leves pode não se beneficiar do uso contínuo.
Em alguns casos, os níveis hormonais se normalizam espontaneamente, sem impacto significativo nos sintomas. Além disso, o uso prolongado pode trazer efeitos adversos, como alterações cardíacas e perda óssea, especialmente em doses elevadas.
A recomendação é de que a interrupção do medicamento seja feita apenas com acompanhamento médico, de forma gradual e monitorada.
Avaliação individual é essencial
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