'Estúpido': lenda dos investimentos critica jornadas longas de trabalho

Por Vanessa Loiola 14 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
'Estúpido': lenda dos investimentos critica jornadas longas de trabalho

O investidor Kevin O’Leary, conhecido por participar do programa Shark Tank, voltou a comentar a relação entre produtividade e horas de trabalho em uma declaração nas redes sociais. Na fala, ele criticou a cultura de jornadas longas e afirmou que trabalhar 18 horas por dia não representa um modelo eficiente de sucesso, além de classificar essa mentalidade como “estúpida”.

O’Leary também afirmou que já defendeu rotinas de trabalho extremo no passado, mas mudou de posição. Segundo o investidor, associar esforço contínuo a desempenho alto ignora efeitos comuns do cansaço e da falta de descanso, como perda de foco e piora na tomada de decisões.

Trabalhar 18 horas por dia aumenta a produtividade?

Em um vídeo, O’Leary declarou que jornadas prolongadas, frequentemente ligadas à cultura de startups, não indicam produtividade real. Como exemplo, citou modelos como o “996”, rotina em que profissionais trabalham das 9h às 21h, seis dias por semana.

Na avaliação do investidor, longas horas sem recuperação adequada representam um conselho ruim, principalmente para jovens empreendedores em início de carreira. A sobrecarga pode levar à fadiga física e mental e reduzir a capacidade de pensar com clareza e agir de forma estratégica.

A fala também se conecta a pesquisas sobre sono e desempenho, que associam a falta de descanso à queda em funções cognitivas importantes, como concentração, memória e rendimento em tarefas complexas.

Outro conceito frequentemente relacionado ao tema é a chamada fadiga decisória, quando a qualidade das escolhas tende a cair ao longo do dia. Nesse cenário, trabalhar por mais tempo não significa produzir melhor: o excesso de horas pode aumentar erros, reduzir eficiência e dificultar o foco em prioridades.

Dessa forma, O’Leary defende que estratégias como sono adequado, pausas e momentos reais de descanso ajudam a sustentar a produtividade no longo prazo, com menor risco de esgotamento.

Impacto para empreendedores e profissionais

A declaração ganhou repercussão em um momento em que parte do mercado ainda valoriza dedicação extrema e jornadas longas como sinal de comprometimento. Especialistas em produtividade e saúde mental alertam que esse padrão pode aumentar o risco de burnout, quadro de esgotamento que afeta bem-estar e desempenho, mesmo quando as entregas continuam.

Ao questionar a ideia de que trabalhar mais horas é um caminho inevitável para o sucesso, O’Leary reforça uma tendência crescente no mundo corporativo: buscar modelos de trabalho mais equilibrados, sustentáveis e com foco em desempenho consistente.

Comentários

Deixe seu comentário abaixo: