Ethereum dispara mais de 8% em dia de rali das criptomoedas
As altcoins, criptomoedas que não são o bitcoin, operam em forte alta nesta terça-feira, 14, superando o desempenho do benchmark do mercado. Apesar do cenário geopolítico incerto, com a continuidade do vaivém nas negociações de cessar-fogo no Irã, o dia é de otimismo principalmente para o ether, token da rede Ethereum.
Em termos técnicos, o bitcoin chegou à sua máxima desde 17 de março, encostando nos US$ 75 mil. A expectativa de rompimento desta resistência anima os investidores, pois pode levar o mercado como um todo para patamares mais elevados.
Às 10h22 (horário de Brasília), o ether dispara 8,4% em 24 horas, a US$ 2.383, contra um avanço de 4,8% do bitcoin.
Segundo Matheus Parizotto, analista-chefe de research da Mynt, plataforma cripto do BTG Pactual, o mercado de criptoativos começa a mostrar sinais mais consistentes de recuperação, com a valorização recente impulsionada por fluxos de compra e sinais positivos em indicadores de sentimento.
A liquidação de posições vendidas no mercado de derivativos também impactou positivamente, pois obrigou investidores a recomprarem ativos para fecharem suas posições.
“A alta expressiva de ontem foi amplificada pelo fechamento forçado de posições vendidas, com cerca de US$ 500 milhões em shorts liquidados nas últimas 24 horas, gerando um efeito de ‘short squeeze’ que acelerou o movimento”, afirma Parizotto.
Já Rony Szuster, head de Research do Mercado Bitcoin, afirma que o movimento das altcoins é sustentado por fatores específicos, como entradas, ainda que modestas, em fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de Ethereum, além de compras relevantes por empresas do setor e expectativas relacionadas a atualizações de rede. "Esse conjunto fortalece a tese de demanda crescente pelo ativo", avalia.
Saldo de ETFs e desempenho
Nos ETFs de ether à vista que operam nas bolsas americanas, ontem foi registrado um saldo líquido positivo de US$ 9,5 milhões. Foi o terceiro pregão consecutivo com mais compras do que vendas neste tipo de fundo, algo que vai na contramão dos ETFs de bitcoin, que tiveram fluxo negativo.
Os três responsáveis pela entrada de recursos foram o ETHB, fundo focado em staking da BlackRock, com US$ 5,8 milhões de excesso de compras de cotas em relação às vendas; o ETH, mini trust da Grayscale, com US$ 5,2 milhões; e o FETH, da Fidelity, com US$ 3,9 milhões.
Estes dados indicam uma rotação de capital para a segunda maior criptomoeda em valor de mercado. Uma notícia do Portal do Bitcoin destacou que os investidores estão reduzindo exposição ao bitcoin para aumentar suas apostas no ether, enquanto a atividade na rede Ethereum apresenta um aumento de 41% em uma semana no número de transações.
Ainda entre as principais altcoins, o BNB, token da Binance Smart Chain, tem alta de 3,2% a US$ 616,87; o XRP, token de pagamentos internacionais ligado à Ripple, registra ganhos de 3,1% a US$ 1,37; e a solana sobe 4,5%, a US$ 86,24.
Tether lança carteira de autocustódia
Entre as emissoras de stablecoins, criptomoedas de valor atrelado ao de divisas tradicionais, como o dólar, a Tether anunciou o lançamento de sua carteira de autocustódia.
De acordo com a empresa, o objetivo é colocar a infraestrutura de pagamentos diretamente nas mãos dos usuários. A nova ferramenta será chamada de tether.wallet.
“A tether.wallet oferece os únicos ativos que realmente importam para a maioria das pessoas: dólares digitais via USDT e USAT, ouro via XAUT e bitcoin. Essas moedas são suportadas em diversas redes, e a carteira foi projetada para eliminar a complexidade técnica que historicamente limitou a adoção mais ampla de ativos digitais”, afirmou a empresa em nota.
Siga o Future of Money nas redes sociais: Instagram | X | YouTube | Tik Tok
Nenhum comentário disponível no momento.
Comentários
Deixe seu comentário abaixo: