EUA ameaçam Peru após adiamento de compra bilionária de caças

Por Ana Dayse 20 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
EUA ameaçam Peru após adiamento de compra bilionária de caças

Os Embaixador do Peru nos Estados Unidos ameaçou o governo do Peru após o adiamento da compra de 24 caças militares para as Forças Armadas peruanas. A decisão foi anunciada pelo presidente interino José María Balcázar, que afirmou que o processo será conduzido pelo próximo governo, eleito no segundo turno das eleições marcado para 7 de junho.

Após o anúncio, o embaixador dos EUA no país, Bernie Navarro, publicou uma mensagem na redes social X com tom de advertência. “Se negociarem de má-fé com os EUA e minarem os interesses americanos, tenham a certeza de que, como representante da Administração Trump, utilizarei todas as ferramentas disponíveis para proteger e promover a prosperidade e a segurança do nosso país e da região.”, afirmou.

Si negocian de mala fe con EE.UU. y socavan los intereses estadounidenses, tengan la certeza de que como representante de la Administración Trump utilizaré todas las herramientas disponibles para proteger y promover la prosperidad y la seguridad de nuestro país y la región.

— Embajador Navarro (@USAmbPeru) April 17, 2026

Compra de caças envolve bilhões e empresas internacionais

A aquisição de aeronaves militares foi anunciada em 2024 pela então presidente Dina Boluarte, com previsão de investimento de US$ 3,5 bilhões. O plano incluía US$ 2 bilhões em 2025 e US$ 1,5 bilhão em 2026, financiados por empréstimos internos.

Entre as empresas interessadas estão a Lockheed Martin, com o caça F-16 Block 70, a Saab, com o Gripen, e a Dassault Aviation, com o Rafale. Os novos caças devem substituir aeronaves antigas da frota peruana, como os Mirage 2000 e os MiG-29.

Navarro pede para governo de transição lidar com a compra

Segundo Balcázar, em em entrevista à rádio local RPP, na noite desta sexta-feira, 17  o governo de transição não deve assumir compromissos financeiros de grande porte.

“Isso implica uma dívida enorme para o país. Dado que meu governo é de transição e termina em julho, acho que devemos deixar para o novo governo, que assumirá com a vontade democrática e forte dos cidadãos, lidar com questões dessa magnitude. Para nós, comprometer uma quantia tão grande de dinheiro com o governo entrante seria uma prática inadequada para um governo de transição”, afirmou.

O presidente também destacou que a compra ainda não foi concluída, não houve desembolso de recursos e nenhum contrato foi assinado.

Comentários

Deixe seu comentário abaixo: