EUA anuncia endurecimento na política de vistos para a América Latina
O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta quinta-feira (16), um endurecimento em sua política de vistos para a América Latina e o Caribe, afetando 26 pessoas em um primeiro momento, embora não tenha dado detalhes sobre seus nomes ou nacionalidades.
A medida tem como objetivo reduzir a atuação de "potências adversárias" na região, no que parece ser uma referência à China, mas poucos detalhes foram revelados.
"Esta política ampliada nos permite restringir os vistos americanos de cidadãos de países da nossa região que (...) financiem, deem apoio significativo ou realizem atividades que sejam adversas aos interesses dos Estados Unidos em nosso hemisfério e que os minem", disse o Departamento de Estado, em comunicado à imprensa nesta quinta-feira, 16.
"Esta Administração negará às potências adversárias a capacidade de possuir ou controlar ativos vitais ou de ameaçar a segurança e a prosperidade dos Estados Unidos na nossa região", explicou o governo.
"Em apoio a este objetivo fundamental, o Departamento de Estado anuncia uma expansão significativa de uma política de restrição de vistos já existente", acrescentou, sem dar mais detalhes.
"Não divulgaremos os nomes de indivíduos afetados por esta política de restrição de vistos", explicou à AFP, sob a condição de anonimato, uma fonte do Departamento de Estado.
"Para demonstrar nosso compromisso com essa política ampliada, tomamos medidas para impor restrições de visto a 26 pessoas em todo o nosso hemisfério que participaram destas atividades", acrescentou, sem dar mais detalhes.
"A Administração Trump usará todas as ferramentas disponíveis para proteger nossos interesses de segurança nacional", explicou.
Casos anteriores
O governo do presidente Donald Trump usou várias vezes a prerrogativa de dar ou retirar vistos.
O caso de maior repercussão foi o do presidente colombiano, Gustavo Petro, após sua presença em uma manifestação nas ruas de Nova York, em setembro, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas.
Em plena queda de braço verbal entre Trump e Petro, o Departamento de Estado retirou o visto dele no mês seguinte e também anunciou sanções contra o mandatário e membros de sua família por supostos vínculos com o narcotráfico.
Estas sanções foram retiradas em seguida, como parte do processo de normalização das relações entre os dois presidentes, que resultou em um convite a Petro para visitar a Casa Branca.
Embora no caso do presidente colombiano, o governo americano tenha dado informações públicas, o Departamento de Estado destacou que não é obrigado a dar nomes por motivos de confidencialidade.
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