EUA ataca instalações do Irã em Ormuz e Teerã promete vingança por Larijani no 18º dia de guerra

Por Mateus Omena 18 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
EUA ataca instalações do Irã em Ormuz e Teerã promete vingança por Larijani no 18º dia de guerra

Os Estados Unidos conduziram, nesta terça-feira, uma ofensiva contra diversas instalações de mísseis iranianos posicionadas de forma estratégica nas proximidades do Estreito de Ormuz.

O Comando Central dos EUA (Centcom) divulgou, por meio de seus canais oficiais, um mapa com a localização das bases de mísseis antinavio atingidas, afirmando que a operação foi concluída "com sucesso".

As forças americanas informaram que utilizaram cerca de 5 toneladas de munições antibunker direcionadas a estruturas fortificadas onde o Irã mantinha esse tipo de armamento.

Segundo o Centcom, os mísseis estavam distribuídos em pontos estratégicos, configurando um "risco" à navegação internacional no estreito.

O anúncio da operação ocorreu poucas horas após o Irã confirmar a morte de Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, em um bombardeio israelense.

O ataque também foi realizado logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticar aliados da Otan pela recusa em participar de uma ação conjunta para liberar a passagem no estreito de Ormuz.

O estreito de Ormuz permanece temporariamente fechado pelo Irã desde 15 de março, em meio às tensões militares. A interrupção impacta o transporte de petróleo de países como Arábia Saudita, Irã e Iraque, pressionando os preços da commodity.

Vingança pela morte de Larijani

Autoridades políticas e militares do Irã afirmaram que irão retaliar a morte de Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, após um ataque aéreo conduzido por Israel.

Em comunicado divulgado pela agência iraniana Fars, a Guarda Revolucionária declarou que "a Guarda Revolucionária jamais esquecerá a sede de sangue deste grande mártir, nem a de outros mártires".

O texto também aponta que a morte de Larijani e de outras lideranças será "uma fonte de honra, força e despertar nacional contra a arrogância global (dos Estados Unidos) e a frente sionista internacional".

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou em nota à imprensa que "não há dúvida de que uma severa vingança aguarda os terroristas criminosos que mancharam suas mãos imundas com o sangue dos mártires oprimidos, porém sábios e firmes, da terra sagrada do Irã".

Ele reforçou que "a perda do nosso querido Larijani é dolorosa e lamentável, mas a perseverança do povo iraniano e a conquista da vitória final tornarão o ressentimento dos criminosos sionistas (israelenses) ainda maior".

Na mesma manifestação, o presidente destacou a trajetória de Larijani e apresentou condolências pela morte. Outras autoridades também se pronunciaram, como o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, e o chefe do Judiciário, Golam Hossein Mohseni Eyei.

A morte de Larijani foi confirmada pelas autoridades iranianas na terça-feira, após Israel anunciar que o havia atingido em um ataque aéreo na cidade de Teerã.

No mesmo episódio, morreram também seu filho, um assessor próximo e integrantes de sua equipe de segurança, como foi informado pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional.

Larijani ocupava posição central na estrutura política iraniana, tendo exercido funções como comandante da Guarda Revolucionária e presidente do Parlamento por mais de dez anos.

Sua última aparição pública ocorreu na sexta-feira anterior, quando participou de uma manifestação em Teerã ao lado de outras autoridades e de uma multidão, em ato contra ameaças ao país e em rejeição a um possível conflito.

*Com informações da agência EFE.

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