EUA divulgam vídeo de operação que matou líder do Tren de Aragua na Venezuela

Por Da redação, com agências 13 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
EUA divulgam vídeo de operação que matou líder do Tren de Aragua na Venezuela

Um vídeo divulgado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na rede Truth Social mostra o ataque aéreo que matou o líder do grupo criminoso venezuelano Tren de Aragua. Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero, morreu em uma operação militar americana realizada em coordenação com autoridades da Venezuela, segundo anunciaram Washington e Caracas na noite de sexta-feira, 12, de acordo com informações da AFP.

As imagens mostram uma visão aérea de um edifício cercado por vegetação no momento em que ocorre uma explosão, que levanta uma grande nuvem de fumaça. Não é possível identificar claramente pessoas nas imagens divulgadas.

"Sob minhas ordens, o Comando Sul dos Estados Unidos realizou um ataque rápido e letal para eliminar Niño Guerrero, do tristemente conhecido Tren de Aragua", afirmou Trump em uma publicação na Truth Social. "Essa ação foi coordenada de perto com nossos amigos na Venezuela, com quem estamos trabalhando muito bem", acrescentou.

Pouco depois, o governo venezuelano confirmou que Niño Guerrero havia sido "neutralizado" e informou que houve "confrontos" com integrantes de "estruturas do crime organizado".

Queda do líder de uma das maiores facções da região

Segundo um comunicado do Ministério das Comunicações da Venezuela, a morte ocorreu em uma "operação coordenada" com os Estados Unidos, realizada no estado de Bolívar, no sudeste do país.

A pasta afirmou que a ação contou com "apoio tecnológico especializado" e ocorreu por meio de mecanismos de cooperação e troca de informações de inteligência.

“At my direction, the United States Southern Command delivered a swift and lethal kinetic strike to successfully execute Niño Guerrero, the infamous leader of Tren De Aragua, one of the most bloodthirsty Terrorist Organizations on Planet Earth.” - President DONALD J. TRUMP 🇺🇸 pic.twitter.com/3R5IPxhPXX

— The White House (@WhiteHouse) June 13, 2026

Os Estados Unidos realizaram em janeiro uma incursão militar em Caracas e capturaram o então presidente Nicolás Maduro, atualmente preso em Nova York sob acusação de narcotráfico. Desde então, a ex-vice-presidente Delcy Rodríguez governa como presidente interina, sob pressão de Washington.

"Como resultado, os terroristas do Tren de Aragua não têm mais um refúgio seguro na Venezuela nem em qualquer outro lugar", afirmou Trump na Truth Social.

Organização classificada como terrorista

Os Estados Unidos classificaram o Tren de Aragua como uma organização terrorista em janeiro de 2025.

O grupo, que atua em diferentes países da América Latina, surgiu em 2014 na prisão de Tocorón, no estado de Aragua, e passou a ser associado a crimes como extorsão, assassinatos encomendados, tráfico de drogas, prostituição, tráfico de pessoas e garimpo ilegal. A organização também teria atuado em alguns negócios legalizados.

O Departamento de Estado americano oferecia uma recompensa de R$ 25 milhões por informações que levassem à prisão ou condenação do líder do grupo. Niño Guerrero também foi alvo de sanções dos Estados Unidos em julho de 2025, junto com outros integrantes da cúpula da organização.

Em dezembro, promotores federais de Nova York apresentaram acusações contra 70 membros da facção, incluindo Guerrero, por associação criminosa, tráfico de drogas e tráfico de armas de fogo.

Após uma operação militar na prisão de Tocorón em setembro de 2023, o governo de Nicolás Maduro afirmou ter "desmantelado totalmente" a gangue. Na época, porém, Niño Guerrero era considerado foragido da Justiça.

Segundo o centro de análises Insight Crime, Guerrero, que teria 42 anos, transformou o Tren de Aragua no grupo que se tornou durante o período em que esteve preso em Tocorón.

Sob sua liderança, a prisão passou a ser considerada uma das mais notórias do país, em parte devido à política não oficial do governo venezuelano de permitir que chefes criminosos conhecidos como "pranes" exercessem controle sobre algumas unidades prisionais.

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