EUA fecham acordos de minerais críticos com mais de 50 países
Os Estados Unidos (EUA) assinaram, desde fevereiro, 11 novos acordos bilaterais e memorandos sobre minerais críticos (incluindo terras raras, minerais importantes para o setor militar e tecnológico) com uma miríade de territórios e países, incluindo a Argentina, as Ilhas Cook, o Equador, a Guiné, Marrocos, o Paraguai, o Peru, as Filipinas, os Emirados Árabes Unidos (EAU) e o Uzbequistão, de acordo com dados do Departamento de Estado.
Esses novos entendimentos se somam a mais 10 acordos que os EUA assinaram com outros países ao longo dos últimos cinco meses, inclusive com o Brasil, e a acordos mais antigos com outros 17 países. O presidente americano, Donald Trump, se encontra com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira, 7, na Casa Branca.
'Projeto Vault', Forge e 'Pax Silica'
Trump propôs, inclusive, um bloco comercial voltado exclusivamente a minerais críticos e terras raras, a fim de facilitar transações e elevar a competitividade desse mercado.
A proposta surgiu em meio a políticas federais dos EUA e de seus aliados para impulsionar a produção de minerais críticos, em resposta ao controle da China sobre o mercado global – o país asiático controla mais de 90% do processamento e da separação de minerais críticos e terras raras com um punho de ferro.
Em resposta, Trump ordenou a criação do "Projeto Vault" em 2 de fevereiro, uma reserva de minerais críticos destinada a manter o fornecimento de metais essenciais às empresas privadas.
"Essas estruturas estabelecem as bases para que as nações colaborem em desafios relacionados a preços, impulsionem o desenvolvimento, criem mercados justos, eliminem lacunas nas cadeias de suprimentos prioritárias e ampliem o acesso ao financiamento", afirmou o Departamento de Estado em comunicado oficial.
Ao todo, os EUA conversaram com representantes de 54 países em uma reunião ministerial, incluindo a União Europeia e delegações da Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, República Democrática do Congo, República Dominicana, Equador, França, Alemanha, Índia, Israel, Itália, Japão, México, Coreia do Sul, Ucrânia e Reino Unido, entre outros. Durante a reunião, os EUA lançaram o Fórum sobre Engajamento Geoestratégico de Recursos (FORGE, na sigla em inglês), que visa abordar os desafios no mercado global de minerais críticos.
A presidência do fórum ficará a cargo da Coreia do Sul até junho. Os parceiros do FORGE colaborarão nos níveis de política e de projetos para impulsionar iniciativas, segundo o Departamento de Estado.
Esses esforços complementam a iniciativa “Pax Silica”, liderada pelos EUA, que busca construir cadeias de suprimento seguras de silício, bem como de minerais críticos, para impulsionar a manufatura, os semicondutores e a infraestrutura de IA, afirmou o Departamento de Estado.
Ao longo do último ano, o país investiu mais de US$ 30 bilhões em financiamentos, empréstimos e outros tipos de suporte em parceria com o setor privado
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