EUA posiciona porta-aviões no Caribe em meio a pressão contra Cuba
Os Estados Unidos deslocaram o porta-aviões de propulsão nuclear USS Nimitz e seu grupo de ataque para o mar do Caribe, em uma operação anunciada pelo Comando Sul (Southcom) em meio ao aumento da pressão diplomática e militar do governo Donald Trump sobre Cuba.
O movimento foi divulgado nas redes sociais do comando militar, que destacou a chegada da embarcação como símbolo de “prontidão, alcance e vantagem estratégica” na região.
A movimentação naval acontece em um momento de escalada nas relações entre Washington e Havana, marcada por novas medidas políticas e judiciais adotadas pelo governo americano contra autoridades cubanas.
Segundo o Pentágono, o grupo de ataque inclui o USS Nimitz, uma ala aérea embarcada, o destróier USS Gridley e o navio de apoio USNS Patuxent, compondo uma das principais formações navais dos Estados Unidos fora do país.
O anúncio também coincidiu com a intensificação de ações diplomáticas e legais contra a ilha, incluindo a abertura de uma acusação contra o ex-presidente cubano Raúl Castro por um caso ligado à morte de aviadores em 1996.
Southcom destaca 'presença estratégica' no Caribe
Em publicação oficial, o Comando Sul afirmou que a chegada do grupo naval representa a “máxima expressão de prontidão e presença”, reforçando a capacidade de projeção militar dos Estados Unidos na América Latina e no Caribe.
O USS Nimitz, um dos porta-aviões mais antigos ainda em operação na Marinha americana, tem histórico recente de participação em exercícios multinacionais na região e em operações fora do teatro caribenho, incluindo missões no Oriente Médio e no Oceano Índico.
A decisão de reforçar a presença militar no Caribe ocorre paralelamente a uma ofensiva política mais ampla da administração Trump contra o governo cubano, que inclui sanções e medidas judiciais recentes.
Autoridades americanas afirmam que o objetivo é ampliar a pressão sobre o regime em meio ao bloqueio econômico e a disputas históricas entre os dois países.
Cuba, por sua vez, classifica as ações como parte de uma estratégia de intimidação e rejeita as acusações feitas por Washington.
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