EUA precisa parar de atacar o Irã imediatamente, diz cônsul da China
O cônsul-geral da China em São Paulo, Yu Peng, fez críticas aos ataques feitos pelos EUA e por Israel ao Irã e defendeu o fim das operações militares.
"A China defende que a segurança, a soberania e a integridade territorial de todos os países devem ser respeitadas. A China condena os ataques aos países do Oriente Médio", afirmou, em conversa com jornalistas, nesta quarta-feira, 25.
"O mais importante é parar imediatamente as ações militares para prevenir que as guerras e conflitos fiquem ainda mais graves. E o caminho correto é voltar o mais cedo possível à negociação. É um ponto crucial seguir o direito internacional e as regras básicas que regem as relações internacionais", afirmou.
Yu disse, ainda, que a Chiana enviou especialistas para o Oriente Médio para ajudar nas negociações e que tem enviado ajuda humanitária para as áreas afetadas.
Guerra no Irã dura quase um mês
Desde 28 de fevereiro, EUA e Israel fazem bombardeios ao Irã, com o objetivo de destruir a capacidade militar do país e seu programa nuclear. Os dois países acusam Teerã de tentar obter uma bomba atômica, o que o governo iraniano nega.
Logo no primeiro dia de ataques, um bombardeio matou o líder supremo do Ira, Ali Khamenei, que foi substituído depois por seu filho, Mojtaba Khamenei. Mesmo com a morte, o regime dos aiatolás permanece no comando do país.
O presidente dos EUA, Donald Trump, deu um ultimato até sexta para que o Irã aceite determinadas condições para que os ataques cessem. O Irã negou inicialmente as propostas, mas sinalizou estar aberto a negociações.
A guerra levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, por parte do Irã, o que bloqueia a circulação de navios de petróleo. Com isso, o preço do barril do produto superou US$ 100, e deverá demorar a baixar mesmo que o conflito seja encerrado.
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