Evento em SP reúne presidente do Google e sócio da Lovable para debater o futuro da IA no Brasil
Quem vive o cotidiano das empresas brasileiras sabe: a inteligência artificial deixou de ser um item entre outros e passou a estruturar a agenda inteira. Agora, não basta acompanhar o avanço da tecnologia. É preciso decidir sobre arquitetura de dados, governança, capacitação de times e novos modelos de receita. Tudo ao mesmo tempo, sob pressão de prazo e orçamento.
Em 2 de junho, o prédio da EXAME, na Consolação, em São Paulo, vai reunir executivos e especialistas para debater exatamente esse momento em que a IA deixou de ser opção e virou condição de permanência no mercado.
O AI Summit chega à sua primeira edição com propósito ousado: oferecer um espaço qualificado para discutir como a inteligência artificial e a tecnologia estão reorganizando carreiras, processos e modelos de negócio no país.
Realizado pela EXAME em parceria com a Saint Paul Escola de Negócios, o evento estrutura mais de oito horas de conteúdo em formatos distintos: palestras no auditório principal, salas temáticas para imersão técnica e de negócios e aulas certificadas conduzidas por professores da escola.
Fabio Coelho, CEO do Google, é um dos confirmados no AI Summit. Foto: Leandro Fonseca (Leandro Fonseca/Exame)
Quem estará no AI Summit?
Entre os participantes confirmados estão lideranças de empresas que estão na linha de frente da implementação de IA no Brasil, além de docentes e pesquisadores reconhecidos do setor. Veja, abaixo, alguns desses nomes.
“O desafio não é mais o que é a IA, mas como extrair valor real dela”, afirma Leonardo Cirino, CMO da EXAME e da Saint Paul. “Reunir esse grupo é essencial. Muitas vezes os gestores enfrentam os mesmos desafios de forma isolada, e perceber que outras lideranças estão lidando com as mesmas questões abre caminhos que não aparecem fora desse tipo de encontro.”
O paradoxo brasileiro
O AI Summit acontece em um cenário curioso. O Brasil deve concentrar US$ 4,2 bilhões em gastos com inteligência artificial em 2026, segundo projeção da International Data Corporation, o que representa 41,7% de todo o investimento da América Latina e consolida o país como o maior mercado regional.
Ainda assim, 72% das empresas brasileiras permanecem em estágio inicial ou experimental de adoção, segundo pesquisa da Abiacom em parceria com a Brazil Panels e a Lideres.ai, divulgada em janeiro. Na prática, isso significa que o capital chegou nas empresas, mas antes da estratégia criar raízes.
Parte da explicação para esse descompasso está na forma como a IA entrou nas empresas brasileiras. Dados do IBGE mostram que o percentual de empresas com mais de 100 funcionários que utilizam IA saltou de 16,9% em 2022 para 41,9% em 2024. Mas a adoção cresce ao lado de um movimento paralelo: 47,4% dos profissionais recorrem a ferramentas de IA sem aprovação da empresa. Ou seja: a tecnologia entrou nas empresas antes que a maioria delas pudesse desenhar políticas de uso, governança e segurança.
Brasil deve concentrar US$ 4,2 bilhões em gastos com inteligência artificial em 2026, segundo a IDC (Getty Images)
A questão é de gente
Diferente do que o senso comum sugere, a barreira não é tecnológica. Em entrevista para a Capital Aberto, a Nvidia apontou a formação de profissionais qualificados como o principal obstáculo da América Latina, descrevendo a falta de mão de obra especializada como o maior desafio do setor.
O dado dialoga com o relatório de empregabilidade da Gupy. De acordo com o estudo, a busca por profissionais com conhecimento em inteligência artificial cresceu 306% no Brasil no último ano. Para Miguel Lannes, especialista em IA aplicada a negócios, a saída passa pela requalificação contínua.
“A educação e o treinamento contínuo se tornarão cruciais, com ciclos de aprendizagem mais curtos e frequentes para acompanhar o ritmo da evolução tecnológica”, afirma. Para ele, a fluência digital deixou de ser diferencial e passou a integrar o pacote básico de competências. “A linha entre trabalho humano e trabalho assistido por IA vai se tornar cada vez mais tênue.”
Trilhas para diferentes maturidades
Justamente por isso a estrutura do AI Summit foi pensada para acomodar esses perfis distintos. Entenda, a seguir, como cada espaço funcionará.
Evento estrutura mais de oito horas de conteúdo em palestras, salas temáticas e aulas certificadas pela Saint Paul Escola de Negócios. (Leandro Fonseca/Exame)
Conheça o AI Summit
O AI Summit, da EXAME e da Saint Paul Escola de Negócios, é uma iniciativa que reúne executivos, gestores e especialistas para debater como a inteligência artificial está redefinindo carreiras, processos e modelos de negócio no Brasil. O encontro promove imersão estratégica, networking e conexão entre conhecimento técnico e decisão de negócio, com foco em temas como IA agêntica, capacitação de times, governança e impacto setorial.
Data: 2 de junho de 2026
Local: Rua da Consolação 1601, São Paulo - SP
O AI Summit 2026 acontece no dia 2 de junho, no prédio da EXAME, na Rua da Consolação 1601, em São Paulo. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo site oficial do evento. Garanta sua vaga aqui.
Nenhum comentário disponível no momento.
Comentários
Deixe seu comentário abaixo: