Ex-estrela mirim morre aos 53 anos e deixa família e amigos em choque
A morte de Fabiano Thomas Vannucci pegou familiares, amigos e admiradores de surpresa e causou forte comoção no meio artístico. O ex-ator mirim e diretor de cinema morreu aos 53 anos após sofrer um infarto no Rio de Janeiro. A notícia foi divulgada por sua ex-esposa, Izabella Bicalho, que compartilhou a informação nas redes sociais e recebeu uma onda de mensagens de carinho e solidariedade.
A partida repentina do artista gerou grande repercussão entre colegas de profissão e pessoas que acompanharam sua trajetória desde os tempos em que ele brilhava na televisão ainda criança. O velório foi marcado para esta quarta-feira, no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, onde familiares e amigos prestam as últimas homenagens.
Após a confirmação da morte, diversos nomes conhecidos do entretenimento brasileiro utilizaram as redes sociais para lamentar a perda e prestar apoio aos familiares. As manifestações emocionadas mostraram o carinho que Fabiano conquistou ao longo da vida e da carreira.
“Sinto muito, querida! Receba meu carinho”, escreveu Kelzy Ecard ao comentar a publicação.
Miguel Falabella também lamentou a notícia e demonstrou surpresa diante da morte precoce do diretor: “Nossa, tão moço”.
Já Adriana Lessa deixou uma mensagem de solidariedade à família. “Meus sentimentos, querida”, escreveu a atriz.
Betty Goffman também se manifestou de forma breve e emocionada: “Meus sentimentos”.
Embora tenha se tornado conhecido do grande público ainda na infância, Fabiano construiu uma trajetória que foi muito além da atuação. Sua estreia aconteceu em 1983, quando participou do programa infantil “Plunct, Plact, Zuuum”, uma das atrações de destaque da TV Globo na época. O trabalho abriu portas para novas oportunidades e, no ano seguinte, ele voltou a aparecer na emissora no especial “Verde que te quero ver”.
Com o passar dos anos, porém, Fabiano decidiu seguir novos caminhos profissionais. Distanciando-se dos holofotes da televisão, passou a dedicar sua carreira principalmente ao cinema independente, área na qual atuou como diretor e desenvolveu diversos projetos ao longo da vida.
A arte sempre esteve presente em sua história familiar. Fabiano era filho do ator e diretor Augusto César Vannucci, um dos nomes importantes da televisão brasileira. Além disso, era irmão do cantor Rafael Vannucci, que emocionou seguidores ao compartilhar uma homenagem após a perda.
Em um relato carregado de saudade e admiração, Rafael relembrou momentos da infância ao lado do irmão e destacou a influência que ele teve em sua vida pessoal e profissional.
“Meu irmão mais velho, cuidava de mim na infância. Era uma grande inspiração. Muito jovem, ele já tinha se tornado diretor. Sempre falei que queria ser um profissional igual a ele”, escreveu.
A mensagem rapidamente repercutiu entre fãs e amigos da família, que deixaram centenas de comentários prestando apoio neste momento de luto.
A morte de Fabiano encerra uma trajetória marcada pela arte, pela televisão e pelo cinema, deixando lembranças entre aqueles que acompanharam seu trabalho desde os primeiros passos na infância até sua atuação nos bastidores da produção audiovisual brasileira.
Um post compartilhado por TV FOCO (@tvfocobr)
Cantora famosa morreu após sofrer insuficiência respiratória aos 73 anos
A música popular brasileira perdeu um de seus grandes nomes no dia 8 de novembro de 2020. A cantora e compositora Vanusa morreu na manhã daquele domingo, aos 73 anos, em uma casa de repouso em Santos, no litoral de São Paulo, onde residia havia dois anos.
Por volta das 5h30 da manhã, um enfermeiro do local percebeu que a artista estava sem batimentos cardíacos. Uma equipe da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) foi prontamente acionada e constatou que a causa do falecimento foi uma insuficiência respiratória.
Segundo os funcionários da instituição, Vanusa havia recebido a visita de sua filha mais velha, Amanda, no dia anterior, sábado (7). Na ocasião, a cantora cantou, brincou, riu e se alimentou bem. Entre setembro e outubro daquele ano, a artista também chegou a ficar internada no Complexo Hospitalar dos Estivadores para tratar um quadro grave de pneumonia.
Filhos prestam homenagens emocionantes nas redes sociais
A partida de Vanusa comoveu o país e gerou forte onda de luto. Sua filha, Aretha Marcos, publicou homenagens nas redes sociais e destacou uma emocionante coincidência: a mãe partiu justamente no dia em que o pai, o cantor Antônio Marcos, completaria 75 anos.
“O amor é impossível. Hoje, aniversário do meu pai, Antônio Marcos ele veio buscar minha mãe para viverem juntos na eternidade. A vida é arte!”
O filho Rafael Vannucci, ator, cantor e produtor de eventos, que morava em Goiânia na época, viajou imediatamente para São Paulo para se unir à família. Em vídeo, ele agradeceu o carinho do público:
“Minha gratidão a cada um de vocês. É um momento muito difícil, com certeza é o pior dia da minha vida. Mas, ao mesmo tempo ela foi descansar, foi embora dormindo, e que o senhor receba minha mãe de braços abertos. Muito obrigada a cada um de vocês do fundo do meu coração, gratidão. E viva a Vanusa”
O legado e o pioneirismo na música brasileira
Logo após a confirmação do óbito, o jornalista e crítico musical Mauro Ferreira realizou uma retrospectiva sobre o impacto da artista. Ele ressaltou que Vanusa teve um papel crucial na década de 1970, destacando-se por sua veia feminista em um mercado predominantemente masculino.
“Vanusa foi uma pioneira, ela foi empoderada. Ela sempre defendeu isso quando o mundo era mais machista, poucas mulheres tinham voz ativa na música brasileira como compositoras, sobretudo”, disse Ferreira.
Trajetória: do início na Jovem Guarda aos grandes festivais
Vanusa Santos Flores nasceu em 22 de setembro de 1947 em Cruzeiro (SP), mas foi criada em Uberaba (MG). Com mais de 20 discos lançados e mais de 3 milhões de cópias vendidas, ela transitou com facilidade entre o rock, o funk americano, o samba e a canção popular.
Anos 1960: Iniciou aos 16 anos no grupo Golden Lions. Em 1966, estourou com o sucesso “Pra nunca mais chorar”, participou das últimas edições do programa da Jovem Guarda e integrou o elenco do humorístico “Adoráveis trapalhões”, ao lado de Renato Aragão.
Anos 1970: Foi a década de ouro de sua carreira. Emplacou o clássico “Manhãs de setembro” (parceria com Mário Campanha), além de interpretar “Sonhos de um palhaço” (de Antonio Marcos e Sérgio Sá) e “Paralelas” (de Belchior). Em 1972, casou-se com Antônio Marcos, com quem dividiu parcerias marcantes como “Coração americano”. Também brilhou no musical “Hair” e no LP “Cinderela 77”, com Ronnie Von.
Festivais e autobiografia: Nas décadas seguintes, manteve-se ativa em festivais internacionais no Uruguai, Chile e Coreia do Sul. Lançou a autobiografia “Ninguém é mulher impunemente” e o monólogo musical “Ninguém é loura por acaso” (1999).
O episódio do Hino Nacional
Em 2009, a cantora virou um dos assuntos mais comentados da internet após se confundir com a letra do Hino Nacional durante um evento na Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP). Na época, Vanusa esclareceu publicamente que o erro ocorreu porque ela estava desorientada devido ao uso de medicamentos para labirintite — condição que, tempos depois, também provocaria uma queda doméstica e três cirurgias em sua clavícula.
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