Fazer amor na Copa pode ajudar no desempenho dos jogadores? Médico expõe a verdade
A vida dos jogadores de futebol fora dos gramados sempre foi um prato cheio para o imaginário popular, quase sempre associada a festas, ostentação e curtição. Em meio à disputa de torneios de tiro curto e alta exigência emocional — como a Copa do Mundo que acontece neste mês de junho de 2026 nos Estados Unidos —, ressurge uma dúvida clássica de bastidor: afinal, o sexo é um inimigo do rendimento físico? De acordo com a ciência e a medicina esportiva moderna, a resposta é direta: não.
O médico esportivo Glauber Novais falou ao portal Metrópoles sobre o assunto. Durante décadas, treinadores da velha guarda impunham regimes rígidos de concentração e abstinência total aos elencos antes de partidas decisivas, sob o argumento de que o ato sexual “esvaziava” a energia e a agressividade dos jogadores. Segundo o Dr. Glauber Novais, essa linha de pensamento não passa de um mito ultrapassado.
“A relação sexual, por si só, não costuma reduzir força, potência ou performance física do atleta”, esclarece o especialista.
Longe de enfraquecer as pernas dos atletas, a atividade sexual pode atuar como uma aliada silenciosa na preparação invisível. Quando realizada de maneira saudável, ela estimula a liberação de hormônios ligados ao bem-estar, auxiliando no relaxamento muscular, no alívio da extrema ansiedade pré-jogo e na indução de uma melhor qualidade do sono — fatores primordiais para quem precisa render em alto nível no dia seguinte.
Excessos e noitada
Se o sexo em si não altera os gráficos de desempenho, o que explica as famosas quedas de rendimento de jogadores que estampam as páginas de fofoca? O médico pontua que o problema nunca é o ato biológico, mas sim o comportamento e o ambiente que o cercam.
“O que realmente pode prejudicar o rendimento não é o sexo em si, e sim exageros, noites mal dormidas, desgaste emocional, consumo de álcool ou quebra da rotina de recuperação do atleta”, detalha Novais.
Ou seja, uma relação tranquila com o parceiro ou parceira no quarto do hotel não se compara ao desgaste de um jogador que vira a madrugada em uma festa secreta, ingere bebidas alcoólicas e sacrifica o período de sono ideal para a regeneração celular das fibras musculares. É o comportamento extracampo indisciplinado, e não o prazer, que liquida a performance no gramado.
Por fim, o especialista lembra que a medicina do esporte atual abandonou as regras generalistas do passado. O impacto de qualquer atividade varia drasticamente dependendo do perfil psicológico e fisiológico de cada indivíduo.
Enquanto um jogador pode se sentir mais leve e focado após transar, outro pode preferir o isolamento total para manter os níveis de adrenalina elevados. “De forma geral, não existe evidência forte mostrando que a atividade sexual equilibrada prejudique a performance dentro de campo”, conclui o médico, ratificando que, desde que haja bom senso e profissionalismo, o amor e o futebol podem perfeitamente caminhar lado a lado.
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