Febre da proteína: estudo revela o que realmente importa para emagrecer

Por Vanessa Loiola 15 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Febre da proteína: estudo revela o que realmente importa para emagrecer

Aumentar o consumo de proteína nem sempre é a melhor estratégia para quem busca perder peso. Um novo estudo sugere que, durante o processo de emagrecimento, manter uma ingestão adequada do nutriente pode ser mais importante do que simplesmente consumir quantidades cada vez maiores.

O resultado da pesquisa foi publicado na revista científica Critical Reviews in Food Science and Nutrition e reuniu 20 especialistas internacionais para avaliar evidências sobre os benefícios e as necessidades de proteína na alimentação.

Entre as conclusões do estudo, os cientistas encontraram evidências consistentes de que dietas com baixa proporção de proteína em relação a gorduras e carboidratos tendem a levar a um consumo maior de calorias ao longo do dia.

Segundo os autores, esse mecanismo pode contribuir para o ganho de peso e para o desenvolvimento da obesidade.

Por outro lado, a pesquisa não confirmou de forma definitiva a ideia de que a proteína seja o macronutriente mais eficaz para promover saciedade. Os efeitos podem variar de acordo com fatores como hábitos alimentares, horário das refeições e características individuais.

Os pesquisadores também apontam que distribuir a ingestão proteica de forma mais equilibrada ao longo do dia, sobretudo no café da manhã, pode favorecer a manutenção e o ganho de massa muscular.

Qual a quantidade ideal para preservar músculos durante o emagrecimento?

Os cientistas confirmaram que ingerir mais proteína do que a recomendação mínima de 0,8 grama por quilo de peso corporal pode ajudar a preservar a massa muscular durante dietas com restrição calórica.

No entanto, o estudo destaca que o mais importante é manter uma ingestão adequada ao peso corporal ao longo do processo de perda de peso, e não apenas aumentar o consumo indiscriminadamente.

A qualidade da proteína também foi apontada como um fator relevante. Para os pesquisadores, fontes com maior concentração de aminoácidos essenciais e melhor digestibilidade tendem a oferecer benefícios superiores.

Em geral, proteínas de origem animal apresentam escores mais elevados nesse tipo de avaliação, embora proteínas vegetais também possam contribuir para atender às necessidades nutricionais quando consumidas de forma equilibrada.

Excesso de proteína faz mal?

A revisão não encontrou evidências de que a ingestão elevada de proteína seja prejudicial para adultos saudáveis.

De acordo com os autores, estudos clínicos não identificaram aumento do risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, perda muscular relacionada ao envelhecimento ou outros problemas de saúde em pessoas que consumiam quantidades acima da recomendação mínima diária.

Os resultados também sugerem que níveis mais altos de proteína não causam danos aos rins de indivíduos saudáveis. Pesquisas anteriores analisadas pela equipe não observaram efeitos adversos em consumos de até 1,5 grama de proteína por quilo de peso corporal por dia.

Necessidades podem ser maiores em idosos

Os autores sugerem ainda que as recomendações atuais de proteína podem não atender plenamente às necessidades de algumas populações.

No caso dos idosos, por exemplo, a ingestão ideal pode variar entre 1,2 e 1,6 grama por quilo de peso corporal por dia — ou até mais — para ajudar a preservar a massa muscular e a capacidade funcional durante o envelhecimento.

Por fim, os pesquisadores defendem a realização de estudos de longo prazo para compreender melhor os efeitos da proteína na saúde e determinar as necessidades específicas de diferentes grupos, incluindo crianças, adolescentes e pessoas que utilizam medicamentos para perda de peso.

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