Filha de famoso ator que morreu vítima da AIDS presta homenagem: ‘Faz falta’

Por Everton Henrique 25 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Filha de famoso ator que morreu vítima da AIDS presta homenagem: ‘Faz falta’

Presença constante nas produções televisivas das décadas de 1970 e 1980, Carlos Augusto Strazzer construiu uma carreira marcada por personagens intensos e participações em novelas de grande repercussão, como O Direito de Nascer, Mandala e Que Rei Sou Eu?. O ator morreu há 33 anos, aos 47, em decorrência da Aids, após assumir publicamente ser portador do HIV — algo incomum para a época.

A memória do artista foi relembrada recentemente por sua filha, a pediatra Ana Paula Strazzer, em uma publicação nas redes sociais. Em um texto emocionado, ela escreveu: “Nas últimas semanas não tenho conseguido entrar no Instagram como deveria, mas hoje a data é importante e preciso deixar registrada. Seu colo faz falta, o carinho, a preocupação, o amor. Sua religiosidade levo comigo e seus ensinamentos também! Às vezes me pego pensando como seria sua valsa na festa de 15 anos da Mari (neta) ou o seu discurso no aniversário de 100 anos da sua mãe. E depois lembro que a barreira que nos separa é imaginária, que seu amor segue vivo e que você estará pra sempre no brilho dos meus olhos e no pulsar do meu coração!”. A mensagem foi acompanhada por uma foto registrada nos estúdios da Globo, em 1984.

Em entrevista concedida ao jornal O Globo, em 18 de maio de 1992, Carlos Augusto Strazzer comentou sobre sua condição de saúde, evitando mencionar diretamente o nome da doença. “Como uma pessoa chamada José de quem a gente não gosta, então, chamamos de ‘aquele fulano’. Imuno-deficiência é o nome certo. O HIV é voraz… Parece que as células são azuis, muito bonitinhas, mas eu preferia que elas fossem embora”, declarou.

Relato sobre preconceito e apoio da família

Na mesma conversa, o ator abordou o preconceito que enfrentou e o suporte recebido dos filhos: “Quando eu aparecia em público, muita gente me olhava como se eu fosse um fantasma. Até pessoas a quem eu amava muito. Era constrangedor, porque elas pareciam se sentir culpadas; como se quisessem me matar logo. Mas eu já passei da fase de ressentimentos. Toda doença crônica é assim: há pessoas que se afastam e outras que se tornam definitivas, como meus três filhos, que foram absolutamente solidários”.

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