Filiação de Kátia Abreu ao PT enfrenta resistência interna no Tocantins
Integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) no Tocantins pediram à direção nacional da sigla a anulação da filiação da ex-ministra Kátia Abreu, oficializada neste sábado.
O pedido foi apresentado pela corrente interna Articulação de Esquerda, mas, segundo interlocutores, a tendência é que a cúpula partidária mantenha a adesão.
Kátia Abreu foi ministra da Agricultura no governo de Dilma Rousseff e estava filiada ao Progressistas antes de migrar para o PT. Em declaração nas redes sociais, ela afirmou que o convite foi reforçado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No documento enviado à direção nacional, integrantes da Articulação de Esquerda alegam que o diretório estadual não deliberou formalmente sobre a filiação e que a trajetória política de Kátia Abreu não estaria alinhada ao estatuto do partido.
O grupo afirma que a ex-ministra historicamente representou interesses do agronegócio e se posicionou contra pautas defendidas pelo PT, como a reforma agrária e a organização de trabalhadores rurais.
Críticas citam estatuto do partido
O pedido cita trechos do estatuto petista que tratam da luta por igualdade social, combate à desigualdade e defesa de transformações estruturais. Para os signatários, a filiação da ex-senadora contraria esses princípios.
“O PT não é o partido do latifúndio, do trabalho escravo e nem da burguesia”, afirmam no documento.
Apesar da contestação, a avaliação dentro do partido é que a direção nacional não deve acolher o pedido. A filiação de Kátia Abreu é vista como parte da estratégia de ampliar alianças e reforçar a base de apoio ao governo Lula.
Ao anunciar a entrada no partido, a ex-ministra afirmou que atuará pela democracia e pela reeleição do presidente, sinalizando alinhamento político com o Planalto.
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