Fim dos fósseis e desmatamento: ONU abre consulta global para roteiros com ações concretas
A presidência brasileira da COP30 acaba de abrir uma consulta global para coletar contribuições que irão orientar os dois "roadmaps" ou mapas do caminho sobre a transição para longe dos combustíveis fósseis e fim do desmatamento até 2030, com foco em transformar compromissos em ações concretas.
A iniciativa marca o início da fase operacional da grande promessa da conferência climática em Belém, após os temas sensíveis ficarem de fora do acordo final da UNFCC e se tornarem um dos nós mais difíceis para o Brasil desatar na diplomacia global.
Em dezembro, o presidente Lula assinou um decreto determinando que os ministérios de Minas e Energia, Fazenda, Meio Ambiente e Casa Civil apresentassem, em 60 dias, diretrizes para uma “transição energética justa e planejada”, tema que será levado para a conferência sobre fósseis na Colômbia, em abril.
No entanto, o prazo venceu no último 7 de fevereiro , sem que nenhum documento fosse apresentado, pública ou extraoficialmente.
Na carta publicada pela Convenção do Clima da ONU (UNFCC) em 28 de fevereiro, os roadmaps servirão como guias práticos, capazes de orientar políticas públicas, estratégias empresariais e ações da sociedade civil.
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A presidência brasileira liderada pelo embaixador André Corrêa do Lago reforça que o objetivo é contar com um processo justo e que os roteiros devem ajudar a identificar soluções adaptáveis às diferentes realidades nacionais e locais.
“Embora estas iniciativas não derivem de um mandato negociado e sejam conduzidas sob minha responsabilidade, estou convencido de que devem ser perseguidas de maneira inclusiva, participativa e transparente", afirma a carta.
Dois roteiros até 2030
Transição de combustíveis fósseisO primeiro roadmap busca apoiar países na transição energética de forma justa, ordenada e equitativa, considerando diferentes níveis de dependência de fósseis e estágio de desenvolvimento. O documento deve abordar:
Barreiras físicas, econômicas, financeiras, institucionais, tecnológicas e sociais.
Oportunidades e alavancas para acelerar a implementação da transição.
Experiências, boas práticas e lições aprendidas em diferentes países, regiões ou setores.
Temas como riscos climáticos, oferta e demanda de energia, políticas públicas, inovação tecnológica, diversificação econômica e gestão da transição.
Desmatamento e degradação florestalO segundo tem como meta interromper e reverter o desmatamento e a degradação florestal até 2030. Entre os conteúdos esperados estão:
Identificação de barreiras físicas, econômicas, institucionais, sociais e tecnológicas.
Alavancas para acelerar políticas de conservação e restauração.
Experiências e políticas bem-sucedidas que podem ser replicadas.
Integração de direitos e conhecimentos de povos indígenas e comunidades locais.
Temas como restauração florestal, manejo sustentável, bioeconomia, agroflorestas, cooperação internacional e financiamento climático.
Consulta aberta a todos os stakeholders
Governos, observadores internacionais, empresas, ONGs, universidades e outros interessados podem enviar suas contribuições até 31 de março de 2026.
A iniciativa é descrita dentro do mote de “mutirão global”, reunindo ideias que irão consolidar as metas diplomáticas em ações aplicáveis antes da COP31, que será realizada na Turquia em novembro.
Na prática, a consulta global é a oportunidade de participar diretamente da construção de roadmaps que vão moldar políticas, investimentos e estratégias para o fim dos fósseis e do desmatamento no mundo.
1/10 Museu das Amazônias: espaço de cultura pensado para ser um dos principais legados da COP30. Foca temas como meio ambiente, preservação e mudanças climáticas (Museu das Amazônias: espaço de cultura pensado para ser um dos principais legados da COP30. Foca temas como meio ambiente, preservação e mudanças climáticas)
2/10 Estação das Docas: inaugurada em 2000, é um dos principais pontos turísticos da cidade e esteve lotada durante todos os dias da COP30. Reúne restaurantes e terminal de passageiros (Estação das Docas: inaugurada em 2000, é um dos principais pontos turísticos da cidade e esteve lotada durante todos os dias da COP30. Reúne restaurantes e terminal de passageiros)
3/10 Porto Futuro: área portuária transformada em polo cultural como um dos legados da COP30 (Porto Futuro: área portuária transformada em polo cultural como um dos legados da COP30)
4/10 (Nova Doca: parque linear inaugurado após a revitalização de um trecho de 1,2 quilômetro da Avenida Visconde de Souza Franco. O projeto inclui o tratamento de um dos tantos canais que cortam a cidade)
5/10 Mercado de São Brás: o prédio foi inaugurado em 1911, no auge do ciclo da borracha, e reformado para a COP30 (Mercado de São Brás: o prédio foi inaugurado em 1911, no auge do ciclo da borracha, e reformado para a COP30.)
6/10 Ver-o-Peso: seu açaí com peixe frito continua sendo um ícone amazônico (Ver-o-Peso: seu açaí com peixe frito continua sendo um ícone amazônico)
7/10 Ver-o-Peso: mercado símbolo de Belém, foi parcialmente reformado para a COP30 e foi um dos destinos preferidos dos visitantes durante a conferência (Ver-o-Peso: mercado símbolo de Belém, foi parcialmente reformado para a COP30 e foi um dos destinos preferidos dos visitantes durante a conferência)
8/10 Mercado de São Brás: reúne 80 espaços gastronômicos e é um novo point de paraenses e turistas (Mercado de São Brás: reúne 80 espaços gastronômicos e é um novo point de paraenses e turistas)
9/10 Avenida Duque de Caxias: uma das vias reformadas para dar acesso ao Parque da Cidade e que fica de legado para Belém (Avenida Duque de Caxias: uma das vias reformadas para dar acesso ao Parque da Cidade e que fica de legado para Belém)
10/10 Porto de Outeiro: localizado a 20 quilômetros do centro de Belém, foi reformado para receber grandes navios durante a COP30 e será um hub de turismo para a Amazônia (Porto de Outeiro: localizado a 20 quilômetros do centro de Belém, foi reformado para receber grandes navios durante a COP30 e será um hub de turismo para a Amazônia)
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