Fitch prevê sobreoferta de petróleo em setembro após reabertura de Ormuz
O fechamento do Estreito de Ormuz gerou um choque de oferta logística no mercado global de petróleo, mas não altera a direção estrutural do mercado, segundo a Fitch Ratings, a qual prevê que o mercado deve voltar a um quadro de superávit a partir de setembro.
Isso devido à ausência de danos relevantes à infraestrutura de produção na região, à recuperação rápida da produção no Oriente Médio, ao crescimento da oferta fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e em eventual aumento de produção da Opep acima das cotas pré-conflito.
Restrição é temporária na logística
Em relatório divulgado nesta sexta-feira, 5, a agência afirma que o movimento recente dos preços reflete uma restrição temporária de logística e não uma perda permanente de capacidade de produção.
A Fitch trabalha com a hipótese de reabertura do estreito por volta do fim de julho, o que implica um fechamento efetivo de cerca de cinco meses. A projeção base é de Brent a US$ 87 por barril em média em 2026.
O preço do petróleo deve recuar a partir dos níveis elevados observados entre março e julho, com a normalização do fluxo pelo estreito, e afirma que a oferta global deve superar a demanda na média de 2026.
Essa oferta global de petróleo deve ficar em cerca de 2,9 milhões de barris por dia abaixo da observada em 2025, aproximadamente em 2026, considerando o período de fechamento e sem incluir liberações de reservas estratégicas.
Petróleo cai nesta sexta-feira, 5
Os preços do petróleo operam em queda nesta sexta-feira, com os contratos sendo pressionados por sinais de normalização operacional no Oriente Médio e por fatores de oferta e demanda.
Parâmetro global de preços, o Brent futuro para agosto é negociado a US$ 93,37 por barril, em baixa de 1,75%, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) para julho cai 2,55%, a US$ 90,67.
Ao longo do dia, os contratos variaram entre US$ 93,11 e US$ 95,89, no Brent, e entre US$ 90,52 e US$ 93,62, no WTI, que é a referência de preços nos Estados Unidos.
A movimentação ocorre após autoridades de Omã indicarem que as operações no porto de Mina al Fahal seguem normalmente. O terminal é responsável por exportações entre 800 mil e 900 mil barris por dia de petróleo bruto.
Dados de transporte indicam ainda que as exportações de petróleo iraniano caíram ao menor nível em seis anos, pressionadas por restrições logísticas e fraca demanda, especialmente na China.
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