Flávio diz que pediu a Trump para não taxar empresas brasileiras

Por Estela Marconi 2 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Flávio diz que pediu a Trump para não taxar empresas brasileiras

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira, 2, que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para não aplicar tarifas sobre empresas brasileiras durante encontro realizado na semana passada na Casa Branca, em Washington.

A declaração ocorre após o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) concluir a investigação comercial contra o Brasil e propor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, com exceções previstas em uma lista específica.

"Eu pedi expressamente: não taxem as empresas brasileiras. Em 2027 vocês vão ter um governo que vai sentar aqui com vocês e negociar de igual para igual", disse Flávio em entrevista à Rádio Itatiaia, durante agenda em Belo Horizonte.

Segundo o senador, ele também defendeu setores estratégicos da economia brasileira. "O nosso agro alimenta o mundo e não é justo taxar as nossas empresas. Temos que valorizar a nossa tecnologia, o nosso Pix e o nosso etanol, que é uma energia limpa", afirmou.

Flávio declarou que uma eventual volta da direita ao Palácio do Planalto em 2027 poderia ampliar a cooperação econômica entre Brasil e Estados Unidos. De acordo com ele, esse argumento foi apresentado durante a conversa com Trump.

Entenda a medida dos EUA

Na noite desta segunda-feira, 1.º, o governo Trump anunciou que o Escritório do Representante Comercial (USTR) determinou que o Brasil agiu de forma não razoável no comércio bilateral, como parte da investigação aberta por meio da Seção 301.

Por conta disso, o USTR propôs que os EUA passem a cobrar do Brasil uma tarifa extra de 25%, com algumas exceções. A medida, no entanto, ainda não foi aplicada e haverá espaço para mais negociações até 15 de julho.

A proposta do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros veio acompanhada de uma extensa lista de exceções que preserva parte relevante das exportações do Brasil.

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) concluiu a investigação comercial aberta contra o país e divulgou uma relação de 73 páginas com produtos que permaneceriam fora da cobrança.

A medida ainda passará por consulta pública antes de uma eventual implementação.

Entre os itens poupados estão café, determinadas carnes, frutas, cereais, sementes, fertilizantes, produtos farmacêuticos, minerais, terras raras, aeronaves brasileiras e peças aeronáuticas.

Comentários

Deixe seu comentário abaixo: