Flexibilidade e longo prazo: Pátria avalia criar plataforma de operação de concessões

Por institucional 16 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Flexibilidade e longo prazo: Pátria avalia criar plataforma de operação de concessões

O crescimento do portfólio de infraestrutura do Pátria Investimentos pode abrir caminho para a formação de uma plataforma operacional de concessões nos planos da companhia.

A avaliação é de Thiago Bronzi, sócio e líder de investimentos em rodovias e saneamento da gestora, que afirmou ao videocast EXAME Infra que a empresa já possui uma estrutura capaz de acomodar tanto a venda de ativos maduros quanto sua permanência no longo prazo.

Segundo o executivo, a estratégia reflete a evolução da própria atuação do Pátria em infraestrutura. A gestora começou investindo por meio de fundos voltados ao desenvolvimento de projetos, assumindo riscos de construção, operação e financiamento para gerar valor antes de uma eventual venda.

"Uma vez atingido um estado de maturidade, o ativo seja vendido para um outro player que busque um ativo com menos risco", afirmou.

Nos últimos anos, porém, a estrutura de investimentos da companhia se tornou mais ampla. Além dos fundos de desenvolvimento, o grupo passou a operar também fundos voltados a ativos considerados mais maduros e veículos focados em crédito para infraestrutura.

Na prática, isso significa que um mesmo ativo pode seguir caminhos diferentes dependendo das características do projeto e do perfil dos investidores envolvidos.

Vender ou não vender?

A discussão surgiu durante a entrevista a partir da experiência do Pátria com ativos rodoviários que passaram por um ciclo de criação de valor e posterior desinvestimento.

Questionado sobre a possibilidade de repetir essa estratégia em outras concessões, Bronzi afirmou que a decisão depende do momento de cada ativo e das necessidades dos diferentes fundos administrados pela gestora.

"O fundamental é: o bom ativo sempre tem um lugar onde se encaixa, seja uma venda, seja continuado", disse.

Segundo ele, a existência de diferentes estratégias de investimento permite maior flexibilidade na gestão do portfólio. Enquanto alguns investidores buscam retornos mais elevados associados aos riscos de implantação e crescimento dos projetos, outros preferem ativos já estabilizados e com fluxo de caixa mais previsível.

A combinação desses perfis amplia as alternativas disponíveis para a companhia na hora de decidir o futuro de cada concessão.

Longo prazo

Atualmente, o Pátria administra cerca de US$ 8 bilhões em ativos de infraestrutura e possui operações em segmentos como rodovias, saneamento, telecomunicações, data centers e mobilidade elétrica. Nas concessões já contratadas, o grupo acumula aproximadamente R$ 40 bilhões em compromissos de investimento ao longo da duração dos contratos.

Esse crescimento ajuda a explicar por que a discussão sobre uma plataforma operacional passou a fazer sentido dentro da companhia.

Bronzi destacou que os projetos de infraestrutura frequentemente contam com a participação de investidores institucionais de longo prazo, que se associam à gestora para financiar ativos de grande porte.

"Faz sentido pensar em uma plataforma, um conjunto de ativos que vai permanecer pelo longo prazo", afirmou. "Temos sim esse ecossistema, essa estrutura que nos permite ter essa ambivalência."

Na avaliação do executivo, a infraestrutura oferece espaço para diferentes estratégias coexistirem dentro de um mesmo projeto. Enquanto uma parcela do capital pode buscar monetizar o investimento após a fase de desenvolvimento, outra pode ter interesse em permanecer no ativo por décadas.

Comentários

Deixe seu comentário abaixo: