Forças militares dos EUA completam ataques no Irã, diz Comando Central
As forças do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom, na sigla em inglês) completaram na quarta-feira, 10, os últimos ataques de autodefesa contra múltiplos alvos no Irã, seguindo diretrizes do comandante-em-chefe, segundo comunicado.
Os ataques atingiram capacidades de vigilância militar, sistemas de comunicação e sites de defesa aérea iranianos.
Equipamentos do Corpo de Fuzileiros Navais, da Força Aérea e da Marinha dos EUA dispararam munições de precisão contra alvos que representavam "ameaça às forças americanas e a navios comerciais internacionais que transitam nas águas regionais", disse o Centcom.
Segundo o Centcom, as operações foram uma resposta à agressão contínua e injustificada do Irã. O comando também afirmou que "as forças americanas permanecem vigilantes, letais e prontas para novas ações, se necessário".
A resposta do Irã
Para o Irã, o cessar-fogo com os Estados Unidos, em vigor desde 8 de abril, praticamente perdeu efeito após nova série de ataques americanos.
Segundo a diplomacia iraniana, os ataques recentes violam a Carta das Nações Unidas e tornam a trégua “praticamente sem sentido”. Os bombardeios atingiram o sul do país e diversos pontos próximos à capital, incluindo Karaj, Nazarabad e Pishva, de acordo com a Guarda Revolucionária.
O Paquistão, mediador do conflito, lamentou a escalada militar e reiterou o apelo por uma solução negociada.
“A diplomacia e o diálogo devem ser os princípios orientadores para alcançar uma solução negociada para todas as questões”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores paquistanês, Tahir Andrabi, em Islamabad.
Na Jordânia, o Exército anunciou a interceptação de 20 mísseis lançados pelo Irã contra a base americana em Azraq, localizada a 80 km a leste da capital Amã. A ação não provocou vítimas nem danos, segundo a força militar do país.
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