Fundadores da Conquer investem em empresa de olho em mercado de R$ 259 bilhões
A Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (Abiacom) projeta um faturamento de R$ 259,8 bilhões para o e-commerce brasileiro em 2026.
O avanço do setor, cada vez mais complexo e competitivo, abre espaço para empresas que ensinam outras a vender online — e, principalmente, a operar com escala.
É nesse contexto que a Pronix anunciou a entrada de Hendel Favarin e Josef Rubin, fundadores da Conquer Business School, como sócios minoritários.
Com a parceria, a empresa, que gerencia um volume bruto de mercadorias superior a R$ 100 milhões, quer acelerar o crescimento com reforço de governança e estratégia.
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“A vinda do Hendel e do Josef não é apenas um novo capítulo, é a entrada de quem já liderou processos de escala consistentes e que sabe transformar visão em resultados”, afirma Hugo Vasconcelos, fundador da Pronix.
A empresa projeta sair de R$ 20 milhões em faturamento para R$ 40 milhões em 2026, com expansão da operação comercial e novas frentes de produto.
Nos próximos três anos, o objetivo é triplicar o faturamento.
Smart money e plano de expansão
A entrada da Conquer ocorre no modelo de smart money, sem aporte financeiro imediato, mas com atuação direta na estratégia.
A expectativa é que os novos sócios contribuam principalmente em frentes como marketing, vendas e estruturação da operação comercial.
Segundo Vasconcelos, a proximidade na forma de operar foi determinante para a parceria, especialmente na construção de estratégias de crescimento.
Com a parceria, a empresa já começou a implementar mudanças na operação, com a expansão do uso de inteligência artificial e aumento do time de vendas.
A IA passa a atuar tanto nos processos quanto no produto. Para otimizar etapas comerciais, uma das ferramentas é conversacional e faz o atendimento em períodos em que a equipe não atua.
“Implementamos IA na nossa pré-vendas e triplicamos o nosso alcance de atendimento de final de semana”, afirma Vasconcelos.
No lado do produto, a inteligência artificial também começa a ganhar protagonismo. A empresa desenvolveu ferramentas próprias para apoiar vendedores em decisões do dia a dia, como precificação.
“A gente já criou uma calculadora automática que considera peso, frete, categoria e outros fatores. Antes, o vendedor precisava fazer isso manualmente todos os dias”, diz.
Apesar disso, a empresa não pretende transformar essas ferramentas em produtos isolados no curto prazo. A estratégia é incorporá-las às mentorias, reforçando o posicionamento educacional.
“A ferramenta por si só ajuda, mas o que mais transforma é o acompanhamento e a educação”, afirma Vasconcelos. “Tem muita gente com ferramenta boa que não consegue usar.”
A aposta no presencial
A Pronix pretende realizar eventos presenciais recorrentes para conquistar novos clientes.
A estratégia começou a ser testada em 2025, ainda de forma piloto, mas já mostrou impacto relevante na receita.
Em um dos encontros realizados no ano passado, com cerca de 70 participantes, a empresa converteu cerca de 20 pessoas — resultando em um faturamento de cerca de R$ 150 mil.
Os participantes pagam pelo ingresso e, durante a imersão, têm acesso à metodologia da empresa.
“A pessoa recebe um conteúdo de muito valor no presencial e ali ela entende o caminho. Depois, a gente convida para a mentoria, que é onde tem o acompanhamento”, afirma Vasconcelos.
Além da venda direta, o presencial também funciona como um fator de confiança em um mercado ainda marcado por desconfiança com produtos digitais de maior valor.
Com a validação do modelo, a empresa decidiu escalar a iniciativa em 2026, com aumento gradual de público e estrutura mais profissional.
O primeiro encontro do ano, já com maior investimento em marketing e organização, deve reunir mais de 100 pessoas e tem estimativa de faturamento de cerca de R$ 200 mil.
Da operação própria à educação digital
A trajetória da Pronix começou na prática do e-commerce. Antes de se tornar uma empresa de educação, os fundadores atuavam diretamente com vendas de produtos físicos no Mercado Livre.
O bom desempenho passou a atrair outros vendedores interessados em replicar a operação. Esse movimento levou à criação das primeiras mentorias, ainda de forma informal, que depois evoluíram para um modelo estruturado.
Nos últimos anos, a empresa consolidou sua atuação como um ecossistema de educação voltado a vendedores digitais.
Hoje, atende desde iniciantes — que estão migrando do CPF para o CNPJ — até empresários com operações estruturadas que buscam escalar resultados em marketplaces.
Ao todo, mais de 1 mil alunos e empresas já passaram pelos programas da companhia, que mantém cerca de 600 clientes ativos.
O portfólio é organizado em uma “escada de valor”, que inclui cursos de entrada e mentorias anuais com acompanhamento próximo, aplicação prática de metodologia própria e suporte direto na operação dos clientes.
No topo, há um clube voltado a empresários mais avançados, com foco em troca entre pares, eventos presenciais e discussões estratégicas de crescimento. Os valores das mentoriais variam, saindo de R$ 1 mil até R$ 70 mil.
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