Gabriela Loran, a Viviane de ‘Três Graças’, fala sobre ataques transfóbicos nas redes
A atuação de Gabriela Loran na novela Três Graças tem chamado atenção do público e marcado um novo momento em sua trajetória artística. Interpretando Viviane, melhor amiga de Gerluce, personagem de Sophie Charlotte, a atriz conquistou visibilidade nacional — mas também passou a lidar com o outro lado da fama: a exposição e as críticas nas redes sociais.
Em entrevista ao O Globo, Gabriela Loran destacou a importância da personagem em sua carreira e como o papel mudou a forma como é reconhecida. “A Viviane batizou a Gabriela Loran como atriz”, afirmou. Segundo ela, o impacto vai além da televisão: “As pessoas me conhecem na rua como a ‘Gabriela atriz’, não como a ‘atriz trans’. Queria desgrudar um pouco dessa nomenclatura, que vou carregar para o resto da vida. Não sou somente isso. A Viviane furou essa bolha. Hoje, me dizem: ‘Você parece com a minha filha, com a minha neta’, que podem ser até meninas cis. É saboroso demais”, celebrou.
Apesar do carinho crescente do público, a artista também enfrenta ataques virtuais, algo que já faz parte de sua realidade desde trabalhos anteriores, como em Malhação. Com o tempo, ela desenvolveu formas de lidar com esse ambiente. “O block é terapêutico e corta o mal pela raiz. Não vale a pena ficar lendo alguém falar o que você não é”, declarou, ressaltando a importância de preservar sua saúde emocional diante das críticas.
Entre o reconhecimento e os desafios da exposição
Para manter o equilíbrio, Gabriela Loran aposta no apoio de pessoas próximas e no autoconhecimento. “Foco na rede de apoio, na terapia, na minha família e amigos que me dão os feedbacks sinceros. Na internet, ninguém tem o poder de dizer quem sou ou dosar o meu valor”, afirmou. Ainda assim, a exposição traz situações desconfortáveis no dia a dia. A atriz relatou um episódio recente: “Olha, se quiser tirar foto, está tudo bem. Mas tirar sem eu perceber é desconfortável. Ficamos sem saber se é fã ou o que vão fazer com aquele vídeo. Liga um sinal de alerta”. Entre aplausos e desafios, ela segue consolidando seu espaço na dramaturgia brasileira.
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