Gadget que grava, resume e faz a ata da reunião — e não é o Plaud — atrai US$ 11 milhões
A Pocket, startup americana apoiada pela Y Combinator, levantou US$ 11 milhões em uma rodada liderada pela Accel para disputar mercado com a Plaud, fabricante dos populares gravadores de voz com inteligência artificial. Também participaram do aporte a própria Y Combinator e Mati Staniszewski, CEO e cofundador da ElevenLabs.
O investimento será usado para acelerar a expansão da empresa e desafiar a líder do segmento, que afirma já ter vendido mais de 2 milhões de dispositivos entre os Plaud Pins e os cartões inteligentes.
A aposta da Pocket é um gravador em formato de cartão de crédito, que se fixa na parte traseira do smartphone e custa US$ 129, abaixo dos cerca de US$ 189 cobrados pela Plaud por um produto equivalente. A empresa promete gravações, transcrições e listas de tarefas ilimitadas sem exigir assinatura para as funcionalidades básicas e afirma ter vendido mais de 130 mil unidades desde o lançamento, em 2024.
O funcionamento é simples: basta prender o cartão ao celular e iniciar a gravação durante uma reunião. Depois, um aplicativo baseado em IA transcreve a conversa, gera resumos, responde perguntas sobre o conteúdo, cria mapas mentais e organiza automaticamente as tarefas discutidas.
Embora a transcrição básica seja gratuita, a startup também oferece um plano anual de US$ 200, que libera recursos avançados, como resumos ilimitados por IA, consultas ao assistente, destaques diários e anexação de arquivos.
No mercado corporativo, a Pocket amplia a disputa ao oferecer integrações com ferramentas como Google Agenda, Google Drive, OneDrive, Obsidian, Claude e Cursor, além de suporte a webhooks e um servidor baseado no Model Context Protocol (MCP), permitindo conectar o assistente de IA a bases de dados empresariais e fluxos de trabalho personalizados.
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