Galaxy S26: o que esperar no lançamento do novo smartphone nessa quarta-feira, 25

Por André Lopes 25 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Galaxy S26: o que esperar no lançamento do novo smartphone nessa quarta-feira, 25

A Samsung sobe ao palco do Galaxy Unpacked nesta quarta-feira em um momento diferente do habitual. Nos últimos anos, bastava apresentar um sensor maior, uma tela mais brilhante ou um processador mais rápido para sustentar a liderança no Android premium. Em 2026, isso já não é suficiente.

O Galaxy S26 chega em um mercado em que o centro de valor migrou do hardware para a inteligência artificial e para o controle da experiência digital. O aparelho continua sendo vitrine tecnológica, mas também virou peça estratégica em uma disputa que envolve ecossistemas, dados e dependência de parceiros.

Os vazamentos indicam que o S26 Ultra pode trazer uma tela com restrição dinâmica de ângulo de visão, chamada “Genius Display”. A proposta é simples: impedir que terceiros visualizem o conteúdo lateralmente sem comprometer brilho e definição. É uma solução que conversa com segurança digital e privacidade, dois temas que passaram a influenciar decisões de compra no segmento premium.

No campo da conectividade, o possível suporte a redes não terrestres via modem Exynos 5410 amplia o alcance do dispositivo. A compatibilidade com LTE Direct to Cell sugere chamadas e dados mesmo fora da cobertura convencional. Esse movimento reforça a ambição de transformar o smartphone em dispositivo permanentemente conectado, independente da infraestrutura tradicional.

Galaxy S26 é o teste mais delicado da Samsung em anos (AFP/Divulgação)

A estratégia de chips também revela cautela industrial. O Galaxy S26 Ultra deve manter o Snapdragon 8 Elite Gen 5 globalmente, enquanto os demais modelos adotariam o Exynos 2600 na maior parte do mundo. A Samsung preserva o desenvolvimento próprio de semicondutores ao mesmo tempo em que evita riscos no modelo mais caro da linha. Em um cenário de tensões geopolíticas e cadeias de suprimento instáveis, essa decisão tem peso estratégico.

Os avanços em carregamento, com salto para 45 W no modelo base e até 60 W no Ultra, atualizam um ponto em que a empresa vinha sendo conservadora. As capacidades de bateria permanecem dentro do padrão esperado para a categoria. O carregamento magnético via Qi2 pode existir, mas dependeria de acessórios específicos, mantendo flexibilidade sem alterar profundamente o design.

A camada de inteligência artificial, porém, concentra a maior expectativa. Além do Gemini e de uma Bixby reformulada, a integração com a Perplexity indica que a Samsung busca múltiplos parceiros de IA. O comando “Hey, Plex” e a promessa de fluxos automáticos integrados a aplicativos nativos apontam para uma experiência mais orientada por contexto do que por navegação tradicional entre apps.

Essa diversificação sinaliza um movimento defensivo e estratégico ao mesmo tempo. Ao ampliar o leque de assistentes, a empresa reduz dependência exclusiva de um único fornecedor de IA e ganha margem de negociação em um mercado que caminha para concentração.

No Brasil, os aparelhos já passaram pela homologação da Anatel, indicando preparação para lançamento imediato após o evento. A tendência de preços mais altos acompanha o cenário global de semicondutores e memória.

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