Galípolo diz que BC enviou informações sobre Pix aos EUA para investigação

Por Paloma Lazzaro 26 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Galípolo diz que BC enviou informações sobre Pix aos EUA para investigação

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira, 25, que está fornecendo informações sobre o Pix aos Estados Unidos. A ação se deve ao processo do Escritório do Representante Comercial do país (USTR, na sigla em inglês) sobre "práticas desleais" brasileiras que prejudicariam o comércio americano.

"O Banco Central vem disponibilizando gente e tempo para auxiliar nas explicações necessárias para o governo americano", disse em entrevista coletiva à imprensa.

Galípolo adota postura favorável ao Pix desde o ano passado, quando o classificou como uma "revolução" do sistema financeiro brasileiro, que ampliou a bancarização da população, e refutou a ideia de que o meio de pagamento público digital competiria diretamente com os cartões de crédito.

Na época, o presidente dos EUA, Donald Trump, já havia feito críticas ao sistema, afirmando que os pagamentos instantâneos estariam prejudicando a receita de bancos no Brasil.

Investigação americana sobre o Pix

O USTR concluiu na investigação que o BC, por ser regulador do sistema financeiro e gestor do Pix, acaba privilegiando o meio de pagamentos em tempo real e prejudicando empresas americanas de pagamento.

Esse é um dos fatores levados em consideração para recomendar uma tarifa de importação de 25% sobre produtos brasileiros. O tarifaço, no entanto, não começou a valer ainda. Há um período para contestação do governo e dos setores prejudicados, e ainda terá uma audiência pública antes da decisão final de aplicar a medida.

Galípolo disse ainda que a conclusão do USTR é um problema porque, em poucas coisas, o Brasil tem oportunidade de estar na fronteira do que há de mais e ser exemplo para o resto do mundo.

"É um sistema de pagamentos instantâneo que vários países do mundo querem vir aqui, entender, copiar. Mas o Brasil não é o único que tem. Hoje vários países têm. É um processo meio natural. É algo que, com o tempo, terá de ser devidamente aceito e incorporado", afirmou.

Com O Globo

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