Galípolo reforça fala de Haddad e defende meta de inflação de 3%

Por André Martins 11 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Galípolo reforça fala de Haddad e defende meta de inflação de 3%

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu nesta quarta-feira, 11, que a meta da inflação deve ser mantida em 3% e que esse objetivo está alinhado com o que é observado em outros países.

O chefe da autoridade monetária reforçou a fala do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na véspera, que também defendeu a manutenção da meta.

"Faço coro ao ministro Haddad e até quando foi feito todo o estudo para que a gente fizesse essa atualização do arcabouço do sistema de metas, que mudou de uma meta de ano-calendário para uma meta contínua, foi feito um estudo ali em conjunto na entre o Banco Central e Fazenda", disse durante painel do CEO Conference do BTG Pactual (do mesmo grupo controlador da EXAME).

Galípolo acrescentou que, quando a meta foi definida, foram observados diversos países, dos mais desenvolvidos aos emergentes, para entender se o que estava sendo estabelecido estava fora do padrão observado entre os pares.

"E ela está totalmente em linha com o que a gente observa em outros países", afirmou.

O presidente do BC disse que, ao invés de debater uma mudança na meta, o Brasil deveria procurar entender por que é necessário uma taxa de juros tão elevada para conseguir a convergência da inflação à meta.

Segundo ele, o problema é tanto conjuntural quanto estrutural, com relação à quebra de padrões observada a partir da pandemia de covid-19. Para Galípolo, isso impacta em como os dados são analisados e as respostas da autoridade monetária.

"Tem essas transformações estruturais que são as novas formas de empregabilidade ou de trabalho que estão associadas às plataformas e agora a chegada da inteligência artificial que realmente é bastante cedo para a gente conseguir ter algum tipo de conclusão. Todos esses elementos reforçam uma posição de novo de se consumir com bastante cautela esses dados e com bastante ceticismo", disse.

Função do banqueiro central é combater a inflação independente da razão

Galípolo destacou que, com a taxa de desemprego na mínima histórica e a baixa produtividade brasileira, o mercado de trabalho segue apertado. Ele ainda afirmou que a remuneração tem crescido acima da inflação e dos níveis de produtividade.

O presidente do BC afirmou que esse tema precisa ser discutido para criar um ambiente mais favorável e convidativo ao investimento privado, de forma mais sustentável e com ganho de produtividade.

Ao final, Galípolo afirmou que, independentemente do motivo, "a função do banqueiro central, no fim das contas, é combater a inflação."

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