Gasolina mais barata do mundo custa R$ 0,12; veja ranking global e posição do Brasil

Por Estela Marconi 2 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Gasolina mais barata do mundo custa R$ 0,12; veja ranking global e posição do Brasil

O avanço da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã tem pressionado o mercado global de energia e colocado o preço dos combustíveis no centro das preocupações econômicas.

Em meio à volatilidade do petróleo — que já ultrapassou os US$ 100 por barril — um levantamento recente mostra onde a gasolina está mais barata e mais cara no mundo.

Dados da plataforma Global Petrol Prices indicam que países produtores ou com forte subsídio estatal lideram a lista de combustíveis mais baratos, enquanto regiões com alta carga tributária aparecem no topo dos preços.

Onde a gasolina é mais barata no mundo

A liderança do ranking é da Líbia, com gasolina a apenas US$ 0,023 por litro, cerca de R$ 0,12. Em seguida aparecem o Irã (US$ 0,029/R$ 0,15) e a Venezuela (US$ 0,035/R$ 0,18), países que subsidiam fortemente o combustível.

Outros destaques entre os mais baratos incluem:

Em geral, são países com grande produção de petróleo ou políticas públicas voltadas para manter o combustível acessível à população.

Brasil fica no meio do ranking

O Brasil aparece na 65ª posição, com preço médio de US$ 1,273 por litro (cerca de R$ 6,56). O valor é superior ao dos Estados Unidos (US$ 1,141/R$ 5,89), que figuram como exceção entre países ricos com combustível relativamente barato.

Segundo a plataforma, o preço nos EUA é influenciado por menor carga tributária e alta produção interna de petróleo, o que reduz o custo final ao consumidor.

Onde a gasolina é mais cara

Na outra ponta do ranking, regiões com maior carga tributária e menor produção local concentram os preços mais elevados.

O topo da lista é liderado por Hong Kong, com US$ 4,106 (R$ 21,16) por litro — mais que o dobro do segundo colocado, Malawi (US$ 2,858/R$ 14,85).

Outros países com gasolina cara incluem:

Guerra pressiona preços globais

A escalada no Oriente Médio, especialmente com o bloqueio do Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial —, tem elevado a volatilidade do mercado.

O presidente Donald Trump tem pressionado aliados a reabrirem a via marítima, enquanto o conflito segue impactando diretamente os custos de energia.

A tendência, segundo analistas, é de que o preço dos combustíveis continue sensível às decisões geopolíticas nas próximas semanas, com reflexos diretos na inflação e no custo de vida em diversos países.

*Com o Globo

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