Gilmar diz que inquérito das fake news 'vai acabar quando terminar'

Por André Martins 23 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Gilmar diz que inquérito das fake news 'vai acabar quando terminar'

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, afirmou em entrevista à TV Globo que o inquérito das fake news continua necessário e "vai acabar quando terminar".

"Eu tenho a impressão de que o inquérito continua necessário. E ele vai acabar quando terminar, é preciso que isso seja dito em alto e bom som", disse Gilmar.

O decano da Corte afirmou que o STF tem sido "vilipendiado" e citou a decisão do relator da CPI do Crime Organizado, o senador Alexandre Vieira (MDB), de pedir o indiciamento dos ministros. O relatório, no entanto, não foi aprovado. Um pedido de investigação contra Vieira foi entregue à Procuradoria-Geral da República (PGR).

"O tribunal tem sido vilipendiado; veja, por exemplo, a coragem, eu diria a covardia, do relator da CPI do Crime Organizado de atacar a Corte, pedir indiciamento de pessoas, não cuidando de quem efetivamente cometeu crimes. Isto pode ser deixado assim? Acho que não, é preciso que haja resposta", afirmou.

Sobre o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Gilmar afirmou que o mineiro "tenta sapatear" para aproveitar o momento eleitoral.

"Todos nós que atuamos na vida pública temos que ter responsabilidade e não podemos fazer esse tipo de brincadeira", disse.

Notícia-crime contra Zema

A entrevista ocorre após Gilmar enviar uma notícia-crime ao ministro Alexandre de Moraes solicitando que o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), fosse investigado no âmbito do inquérito das fake news.

A justificativa foi um vídeo publicado pelo pré-candidato à Presidência da República no mês passado, quando criticou o magistrado por ter anulado a decisão da CPI do Crime Organizado sobre a quebra dos sigilos de uma empresa ligada à família do ministro Dias Toffoli.

Quando apresentou as diretrizes do seu plano de governo, Zema afirmou que pretende criar um novo STF, se for eleito. Em coletiva na Câmara dos Deputados, Zema pediu o impeachment de Mendes.

Gilmar afirmou no pedido que o conteúdo “vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa".

Zema reagiu à decisão de Gilmar e publicou novamente o material. No feriado de Tiradentes, o ex-governador cobrou "liberdade" e afirmou que "a luta dos inconfidentes não acabou".

Comentários

Deixe seu comentário abaixo: