Goldman eleva projeção de preço do petróleo apesar de superávit global
O Goldman Sachs elevou suas projeções para os preços do petróleo no fim do ano, após constatar que os estoques nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) cresceram menos do que o esperado. Ainda assim, o banco manteve sua avaliação de que o mercado global caminha para um superávit de oferta.
Segundo o banco americano, o barril do Brent deve ter preço médio de US$ 60 no quarto trimestre, enquanto o WTI deve ficar em US$ 56 — acima das estimativas anteriores, de US$ 54 e US$ 50, respectivamente. A revisão reflete o fato de que os estoques da OCDE não se expandiram de forma ampla, impactados por interrupções de oferta em janeiro, sobretudo no Cazaquistão, além do acúmulo de petróleo sancionado em alto-mar, que não chegou aos principais centros de formação de preços.
“Passamos a projetar estoques da OCDE menos elevados, tanto por um ponto de partida mais baixo do que o esperado quanto pela suposição de uma participação menor da OCDE no crescimento global dos estoques”, afirmaram analistas do Goldman em relatório.
No mercado, os contratos futuros de petróleo recuavam cerca de 1% no início do pregão europeu desta segunda-feira, após notícias sobre uma terceira rodada de negociações nucleares entre Estados Unidos e Irã nesta semana e em meio à incerteza em torno da política tarifária do presidente Donald Trump. Na semana anterior, os preços haviam subido quase 6%.
Apesar do ajuste nas projeções de preço, o banco manteve a expectativa de um superávit global de 2,3 milhões de barris por dia neste ano, assumindo ausência de grandes choques de oferta e a continuidade da guerra entre Rússia e Ucrânia. As interrupções registradas em janeiro, incluindo no Cazaquistão, são vistas como temporárias, enquanto a produção nas Américas segue acima do esperado.
Com os estoques da OCDE crescendo menos do que o previsto, o Goldman avalia que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados devem começar a elevar a produção de forma gradual a partir do segundo trimestre.
Para 2027, o banco também revisou suas projeções para cima, passando a estimar o Brent em US$ 65 por barril e o WTI em US$ 61, ante US$ 58 e US$ 54 anteriormente. Nesse horizonte, a instituição vê a oferta global recuar em cerca de 300 mil barris por dia.
*com Reuters
Nenhum comentário disponível no momento.
Comentários
Deixe seu comentário abaixo: