Google está prestes a anunciar novo Gemini, mas modelo deve ser inferior a GPT 5.5 e Mythos Preview

Por Maria Eduarda Cury 14 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Google está prestes a anunciar novo Gemini, mas modelo deve ser inferior a GPT 5.5 e Mythos Preview

O Google deve revelar uma nova versão do Gemini já na abertura do Google I/O 2026, que começa na próxima terça-feira, dia 19, no Shoreline Amphitheatre, em Mountain View, na Califórnia. A informação é de fontes ouvidas pela newsletter Sources, publicada na quarta-feira, 13.

Segundo as mesmas fontes, o novo modelo não deve superar o GPT-5.5, lançado há pouco pela OpenAI, e parece estar ainda mais distante do Claude Mythos Preview, da Anthropic. O Mythos, apesar de ter distribuição altamente controlada desde seu anúncio em abril, tornou-se o ponto de comparação obrigatório entre os laboratórios de IA: mesmo sem estar disponível livremente, ele deslocou internamente o debate sobre o que significa liderar o setor.

Direcionado especialmente para uso governamental e procurado por lideranças de Big Techs, o Mythos é a nova régua para a boa manutenção de sistemas de segurança digial. Desde que a Anthropic o apresentou a um grupo seleto de parceiros, em abril, a conversa sobre o que significa estar na fronteira da IA mudou dentro de praticamente todos os grandes laboratórios. Em resposta, empresas como a Mistral AI, que não têm acesso ao modelo, buscam desenvolver uma alternativa própria para atender a regiões como a Europa.

I/O promete acelerar inovações de IA no Google

O Google I/O 2026 chega num momento em que a empresa enfrenta pressão crescente para demonstrar que o Gemini evoluiu além das promessas feitas no ano passado. A conferência deve incluir ainda novidades em Android 17, IA agêntica e uma prévia dos óculos com Android XR. Sessões já divulgadas na grade oficial apontam para o que seria o Gemini 4, com janela de contexto expandida e capacidades multimodais mais avançadas. A empresa, entretanto, não confirmou o nome.

O Mythos segue como pano de fundo de toda essa disputa. Restrito a cerca de 40 organizações dentro do chamado Projeto Glasswing — entre elas Amazon, Apple, JPMorgan e Goldman Sachs —, o modelo da Anthropic demonstrou em testes a capacidade de detectar milhares de vulnerabilidades críticas em sistemas operacionais e navegadores. A Mozilla, por exemplo, atribuiu a ele a identificação e correção de 271 falhas no Firefox. A OpenAI já reagiu com o GPT-5.5-Cyber, voltado especificamente para cibersegurança. Agora, será a vez do Google mostrar onde o Gemini se encaixa nessa nova hierarquia.

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