'Gostamos de dinheiro, não de ação social pela ação social', diz CEO da Petrobras
Durante a teleconferência de resultados do 1° trimestre de 2026, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou ao mercado a diretoria atual está focada em rentabilidade e geração de valor, numa fala que toca em um dos temas mais sensíveis da companhia: a governança e o equilíbrio entre interesses econômicos e políticas públicas.
"A Petrobras está tendo lucro e pretende continuar tendo lucro. E eu gosto de dizer assim, sempre chamando a atenção dos diversos atores interessados na Petrobras, que a geração anterior a minha gostava muito de petróleo e gás, mas essa agora aqui, nessa diretoria e nesse momento, o que a gente gosta mesmo é de dinheiro", afirmou Magda.
A declaração foi feita após uma discussão técnica sobre o abastecimento de diesel no Brasil e o uso de subvenções do governo federal para evitar impactos mais fortes da volatilidade internacional nos preços domésticos dos combustíveis.
Na sequência da resposta, Magda buscou reforçar que as medidas discutidas não comprometem a rentabilidade da companhia. Segundo a presidente, a subvenção de R$ 1,52 proposta pelo governo federal é suficiente para cobrir os custos de importação e garantir margem positiva para a Petrobras colocar o produto no mercado.
"Então vocês fiquem tranquilos em termos de investimento, porque aqui a gente gosta de dinheiro, não tem ninguém querendo fazer ação social pela ação social, não. Ação social aqui também valoriza a marca", completou.
Mercado acompanha disciplina financeira da Petrobras
A fala ocorre em um momento em que investidores acompanham de perto os sinais da atual administração sobre disciplina de capital, política de preços e distribuição de recursos da estatal. Historicamente, mudanças na condução da Petrobras costumam ter forte impacto na percepção do mercado sobre risco de interferência política na companhia.
Em meio ao pimeiro mês da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, o governo federal anunciou um pacote de medidas para conter a alta dos combustíveis diante da escalada do preço do petróleo com a guerra no Irã.
A subvenção ao diesel prevê um desconto de R$ 1,20 por litro de diesel importado (R$ 0,60 de subsídio federal e R$ 0,60 estadual). Somada ao subsídio anterior concedido pela União, de R$ 0,32, a subvenção total chega a R$ 1,52.
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