Governo Trump cobra mudanças econômicas de Cuba após apagão nacional
Os Estados Unidos aumentaram a pressão sobre Cuba para que o país adote reformas de livre mercado, enquanto a ilha tenta se recuperar de um apagão nacional que atingiu todo o território.
O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que as medidas anunciadas por Havana — como a liberação de investimentos da diáspora em setores como bancos, agricultura e infraestrutura — não são suficientes. Segundo ele, as mudanças “não vão resolver as coisas”.
A declaração foi feita na Casa Branca, ao lado do presidente Donald Trump.
O Departamento de Estado americano afirmou que a população cubana enfrenta dificuldades com serviços básicos e cobrou respeito a direitos fundamentais. Em resposta, o governo de Cuba acusou Washington de manter uma “guerra econômica implacável”, que limita o acesso do país a financiamento, mercados e combustíveis.
O vice-ministro das Relações Exteriores, Carlos Fernández de Cossío, criticou as sanções e afirmou que os Estados Unidos usam a situação econômica como pretexto para ameaças e pressõespolíticas.
A representante diplomática cubana em Washington, Tanieris Diéguez, disse que há diálogo entre os países, mas rejeitou qualquer شرطição que envolva mudanças no sistema político da ilha.
Crise energética agrava cenário
Em meio à tensão, Cuba conseguiu restabelecer o sistema elétrico após um apagão generalizado registrado na segunda-feira. Apesar da normalização parcial, o país ainda enfrenta cortes programados devido à baixa capacidade de geração.
A rede elétrica cubana depende de usinas termelétricas antigas, muitas com mais de 40 anos de operação, que apresentam falhas frequentes.
Com cerca de 9,6 milhões de habitantes, o país já registrou seis apagões nacionais em menos de um ano e meio, reflexo da crise energética e da escassez de combustíveis.
A situação econômica se agravou após o governo Trump interromper, em janeiro, o envio de petróleo da Venezuela, principal fornecedora de Cuba.
A medida levou o governo de Miguel Díaz-Canel a adotar ações de emergência, como racionamento de combustíveis, suspensão de venda de diesel e redução de serviços públicos.
Trump também voltou a elevar o tom ao afirmar que pretende “tomar Cuba”, enquanto, segundo o jornal The New York Times, Washington pressiona por mudanças no comando político da ilha — informação negada por Rubio.
Nenhum comentário disponível no momento.
Comentários
Deixe seu comentário abaixo: