Grammarly agora corrije textos com IAs que simulam Stephen King e outros autores celebres

Por Maria Eduarda Cury 5 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Grammarly agora corrije textos com IAs que simulam Stephen King e outros autores celebres

O aplicativo Grammarly foi reposicionado para uma plataforma de inteligência artificial que, entre outras coisas, disponibiliza dicas de escrita como se fossem feitas por acadêmicos ou escritores — sejam eles vivos ou mortos. Chamada Superhuman, a nova identidade do Grammarly abraça o assistente de IA Superhuman Go para soluções de gramática e texto a partir de um chatbot que consegue sugerir mudanças, prever notas e até fingir que é um autor renomado para dar dicas de construção textual.

A partir de uma funcionalidade intitulada Expert Review, usuários podem ter os próprios textos revisados por especialistas como William Zinsser, Stephen King e outros profissionais de destaque. O robô emula opiniões, estilos e sentimentos dos especialistas para oferecer mudanças ao autor, convencendo-o a escrever usando técnicas que se tornaram referência em obras específicas.

Tela da função Expert Review, do Grammarly

Textos inteiramente feitos com IA

Ao pedir que o Expert Review analise um texto, é possível selecionar parágrafos específicos para determinados agentes ou pedir que apenas um corrija toda a escrita. As sugestões aparecem ao lado do corpo, e os usuários podem adicionar mais opções ao escolher tópicos de preferência para encontrar especialistas de diferentes ramos.

Para ter acesso, porém, é preciso ter escrito mais de 150 palavras para que a ferramenta consiga identificar o assunto principal. Somando o Expert Review com funcionalidades que alteram o texto, usuários do Grammarly agora podem ter redações feitas inteiramente a partir de IA. Há, inclusive, alertas que indicam se uma frase ou termo é frequentemente gerada por robôs, sugerindo que o autor utilize outra expressão para que o texto pareça autoral.

Para evitar o uso desenfreado de IA, muitas escolas e universidades criaram o costume de passar as redações de alunos por ferramentas que detectam a quantidade de IA utilizada nos textos. O resultado não é tão satisfatório, uma vez que os aplicativos apresentam erros constantes, mas comprova que instituições estão com dificuldades de convencer alunos a escreverem por si. O que certamente ficará mais difícil com um ajudante virtual que parece tão inteligente quanto o astrônomo Carl Sagan.

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