Guadalajara, sede da Copa 2026, vive onda de violência após morte de 'El Mencho'
A cidade de Guadalajara, no México, uma das sedes da Copa do Mundo 2026, enfrenta uma escalada de violência após a morte do narcotraficante Nemesio Rubén Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”.
A região, considerada reduto do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), registrou ataques armados, bloqueios de rodovias e confrontos com forças de segurança poucos meses antes do início do torneio.
Segundo autoridades locais, homens armados realizaram ações coordenadas em diferentes pontos da cidade, incluindo o Aeroporto Internacional Don Miguel Hidalgo y Costilla.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram passageiros correndo dentro do terminal. Também houve registros de veículos incendiados em vias estratégicas e ataques contra militares.
O governo do estado de Jalisco suspendeu aulas e orientou a população a permanecer em casa enquanto as forças de segurança reforçam a presença nas ruas.
Guadalajara receberá 4 jogos
Mesmo em meio à crise, Guadalajara está confirmada como uma das cidades-sede da Copa do Mundo 2026, organizada por México, Estados Unidos e Canadá.
As partidas na cidade ocorrerão no Estádio Akron e incluem confrontos de fase de grupos:
Além de Guadalajara, o México contará com partidas no Estádio Azteca, na Cidade do México, e no Estádio BBVA, em Monterrey.
Preocupação com segurança em Jalisco
A morte de “El Mencho”, apontado como líder do CJNG, teria desencadeado retaliações em diferentes áreas do estado. O cartel é considerado uma das organizações criminosas mais poderosas do México.
Reportagens do jornal espanhol El País indicam que, ao longo de 2025, mais de 500 sacos com restos mortais foram encontrados nas proximidades do estádio que receberá os jogos do Mundial, ampliando a preocupação com a segurança pública na região.
A Copa do Mundo 2026 será a primeira edição com 48 seleções e três países como anfitriões.
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