Guerra no Oriente Médio amanhece sob ultimato de Trump ao Irã

Por Estela Marconi 7 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Guerra no Oriente Médio amanhece sob ultimato de Trump ao Irã

O ultimato estabelecido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã aceite um acordo de cessar-fogo termina nesta terça-feira, 7, no 39º dia da guerra no Oriente Médio. O prazo ficou fixado às 21h, horário de Brasília.

Trump condicionou o acordo à reabertura do Estreito de Ormuz e ameaçou atacar diretamente a infraestrutura iraniana, incluindo pontes e usinas de energia, caso não haja avanço diplomático.

Horas antes do fim do prazo, o Irã manteve ofensivas no Golfo Pérsico, reduzindo as perspectivas de acordo. O país também reiterou que não aceita prazos impostos e condiciona qualquer cessar-fogo a garantias mais amplas, como compensações pelos danos da guerra.

A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou que ataques a infraestruturas civis podem configurar crime de guerra. Trump afirmou que não está preocupado com essa possibilidade.

Conflito se intensifica às vésperas do prazo

O ultimato marca um momento crítico em um conflito que já deixou mais de 5.200 mortos, a maioria no Irã e no Líbano.

Nas últimas horas, o Irã lançou mísseis e drones contra a Arábia Saudita, com interceptações próximas a instalações energéticas. A ponte Rei Fahd, que liga o país ao Bahrein, foi fechada preventivamente.

Israel relatou novos ataques iranianos e aprovou a continuidade de operações militares por até três semanas. O país também mantém ofensiva paralela contra o Hezbollah no Líbano.

Na madrugada desta terça-feira, ataques atingiram Teerã e outras regiões do Irã. Uma sinagoga foi destruída, segundo veículos locais, e explosões foram registradas na capital e em cidades vizinhas.

As Forças de Defesa de Israel também emitiram alerta para que iranianos evitem o uso de trens, indicando risco de novos ataques à infraestrutura ferroviária.

Negociações entram em fase decisiva

Apesar da escalada, negociações seguem em curso com mediação de países como Paquistão, Egito e Turquia. O embaixador iraniano no Paquistão classificou o momento como uma “etapa crítica e delicada”.

A proposta em discussão prevê um cessar-fogo imediato, seguido de um acordo mais amplo em até 20 dias. Ainda assim, não há consenso sobre as condições iniciais.

Trump afirmou que as negociações “estão indo bem”, mas reforçou que a reabertura do Estreito de Ormuz é condição central.

O Irã, por sua vez, mantém a posição de que só permitirá a normalização do tráfego após compensações pelos danos causados pelo conflito.

Pressão econômica e risco global

O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, segue com fluxo reduzido, pressionando os mercados globais.

Os preços do petróleo voltaram a subir, com o Brent acima de US$ 111 por barril, enquanto indicadores de volatilidade atingem máximas de vários meses.

Ataques também atingiram infraestruturas energéticas na Arábia Saudita, incluindo um complexo petroquímico em Jubail.

A Opep+ mantém planos de aumento de produção, mas com efeito limitado diante das restrições logísticas causadas pela guerra.

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