Hacker envolvido no caso do Banco Master é preso em Dubai, diz diretor da PF

Por Letícia Cassiano 16 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Hacker envolvido no caso do Banco Master é preso em Dubai, diz diretor da PF

Um dos alvos da 6ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga os desdobramentos do caso do Banco Master, foi preso neste sábado, 16, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, segundo a Polícia Federal (PF). O suspeito estava foragido desde quinta-feira, 14.

Victor Lima Sedlmaier é suspeito de integrar o grupo "Os Meninos", especializado em ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramento digital ilegal, que atuava em serviço de Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master.

O investigado desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, onde teve o mandado de prisão cumprido por equipes da PF.

Sedlmaier é um dos alvos de mandado de prisão na última fase da operação Compliance Zero, deflagrada na última quinta-feira. As prisões preventivas foram decretadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso Master.

Em razão da existência de mandado de prisão, a PF acionou uma cooperação policial internacional junto às autoridades árabes, “o que resultou na não admissão do investigado e em sua imediata deportação ao Brasil”, de acordo com a nota do órgão.

Alvos da operação Compliance Zero

Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira, 14, em Belo Horizonte, durante a sexta fase da Operação Compliance Zero.

A investigação apura a atuação de uma suposta organização suspeita de praticar intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos para proteger interesses empresariais ligados ao banco.

A operação também teve como alvo integrantes da própria corporação. Um agente da PF foi preso e uma delegada foi alvo de mandado de busca e apreensão.

Ambos acabaram afastados das funções por determinação judicial. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

As investigações apontam que Henrique Vorcaro atuava em conjunto com o empresário Luiz Phillipi Mourão, conhecido pelo apelido de “Sicário”.

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