Haddad nega definição de substituto na Fazenda e critica vazamento de nomes
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, negou nesta terça-feira 3, que haja definição ou convite para um eventual substituto no comando da pasta e criticou o vazamento de nomes como possíveis sucessores.
Em entrevista à BandNews, Haddad afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não fez qualquer movimento formal nesse sentido.
Segundo o ministro, Lula “não convidou ninguém” e costuma ser “muito zeloso” ao tratar de convites para cargos com mandato. Haddad disse que nenhuma reunião foi realizada para discutir sua substituição e que, quando houver qualquer decisão, ela será anunciada oficialmente pelo presidente.
O ministro também comentou o vazamento do nome de Guilherme Mello, atual secretário de Política Econômica da Fazenda, classificado por ele como uma informação sensível. Haddad afirmou que o episódio foi prejudicial, independentemente da intenção de quem divulgou.
“Se quem vazou queria ajudar, atrapalhou; se quis atrapalhar, agiu mal”, disse. Para Haddad, a exposição pública antecipada causa ruído desnecessário e compromete o processo interno do governo. Ele avaliou ainda como “estranha e deselegante” a reação em torno do tema.
Haddad afirmou que, há cerca de três meses, apresentou dois nomes ao presidente para consideração futura, sem caráter de convite. Além de Mello, ele citou o economista Tiago Cavalcante como outro quadro levado à avaliação de Lula.
O ministro reiterou que qualquer mudança na equipe econômica depende exclusivamente de decisão do presidente e que não há, no momento, indicação formal para o Ministério da Fazenda.
A informação sobre o nome de Mello levado a Lula foi divulgada inicialmente pela Bloomberg e confirmada pelo Globo. O economista, que atualmente chefia a Secretaria de Política Econômica (SPE), seria visto como um nome de extrema confiança técnica da equipe econômica.
A eventual nomeação de Guilherme Mello visa preencher uma das duas diretorias que estão sem titulares definitivos desde o encerramento de 2025. O foco principal seria a Diretoria de Política Econômica, setor responsável por formular os cenários que guiam as decisões sobre a taxa de juros no Brasil.
A movimentação repete o modelo bem-sucedido de Gabriel Galípolo, que também deixou o Ministério da Fazenda para integrar o alto escalão do board monetário.
Nenhum comentário disponível no momento.
Comentários
Deixe seu comentário abaixo: