Hezbollah nega ataque à missão da ONU que matou soldado francês
O grupo xiita Hezbollah negou neste sábado, 18, qualquer envolvimento no ataque contra uma patrulha da Unifil no sul do Líbano, que deixou um militar francês morto e outros três feridos.
O incidente ocorreu na região de Ghanduriyah, quando homens armados abriram fogo contra integrantes da missão da ONU que realizavam operações de remoção de minas.
A patrulha Força Interina das Nações Unidas no Líbano é uma missão de paz da ONU estabelecida em 1978 para monitorar a fronteira sul do Líbano com Israel.
Hezbollah nega autoria e pede cautela
Em comunicado, o Hezbollah afirmou não ter relação com o ataque e pediu “prudência” na atribuição de responsabilidades, destacando que aguarda a conclusão das investigações conduzidas pelo Exército libanês.
O grupo também ressaltou a importância da cooperação entre a população local, as Forças Armadas do Líbano e a Unifil, especialmente diante do cenário de tensão na região.
Macron atribui ataque ao grupo
O presidente da França, Emmanuel Macron, responsabilizou diretamente o Hezbollah pelo ataque e cobrou uma resposta imediata das autoridades libanesas.
“Tudo indica que a responsabilidade por este ataque recai sobre o Hezbollah”, afirmou, ao exigir a prisão dos responsáveis.
O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, condenou o episódio e determinou a abertura de uma investigação imediata para esclarecer o caso e responsabilizar os autores.
O Exército libanês confirmou que mantém coordenação com a missão da ONU e trabalha para identificar os envolvidos no ataque.
A própria Unifil classificou o episódio como um “ataque deliberado” e alertou que ações contra forças de paz podem configurar violações graves do direito internacional humanitário e até crimes de guerra.
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