Hora do Planeta 2026: por que milhões vão apagar as luzes neste sábado?
A Hora do Planeta 2026 acontece neste sábado, 28 de março, a partir das 20h30, quando milhões de pessoas ao redor do mundo são convidadas a apagar as luzes não essenciais por uma hora. Centenas de monumentos e construções históricas por todo o mundo também ficam às escuras, como Cristo Redentor.
Criada pela WWF (Fundo Mundial para a Natureza), a iniciativa busca chamar atenção para a crise climática e a perda de biodiversidade por meio de um gesto simbólico.
Criada em 2007, em Sydney, na Austrália, a campanha se transformou em um dos maiores movimentos globais de mobilização ambiental, com adesão em dezenas de países.
Como funciona a Hora do Planeta
A dinâmica é simples: durante 60 minutos, luzes não essenciais são desligadas em residências, prédios públicos, empresas e monumentos.
O horário é sempre local, o que faz com que o “apagão simbólico” aconteça de forma escalonada ao redor do mundo. Isso amplia o alcance visual e reforça o caráter global da mobilização.
Além das luzes domésticas, cidades costumam apagar a iluminação decorativa de pontos turísticos e edifícios emblemáticos, reforçando a mensagem de engajamento coletivo.
Qual é o objetivo da campanha
Apesar de envolver o desligamento de energia, a Hora do Planeta não tem como principal objetivo reduzir o consumo elétrico.
Segundo a própria WWF, a ação é simbólica. A ideia é incentivar mudanças de comportamento que vão além daquela uma hora — como consumo consciente, eficiência energética e apoio a políticas ambientais.
Do ponto de vista jornalístico, a campanha funciona mais como um movimento de conscientização e pressão social do que como uma medida técnica de redução de emissões.
O impacto mais relevante está na visibilidade pública e no engajamento de governos, empresas e sociedade civil.
A Hora do Planeta realmente reduz o consumo de energia?
Estudos mostram que há, sim, redução de consumo durante o evento — mas ela é limitada e varia bastante.
Uma análise do Lawrence Berkeley National Laboratory, que avaliou 274 medições em 10 países, encontrou uma queda média de cerca de 4% na demanda de eletricidade durante a Hora do Planeta.
Os resultados, porém, não são uniformes. Em alguns lugares, a redução foi quase nula. Em outros, chegou a níveis mais expressivos.
Casos específicos ajudam a ilustrar:
Esses números mostram que mudanças coordenadas de comportamento podem gerar efeitos mensuráveis — ainda que modestos.
Qual é o impacto real nas emissões de carbono
Mesmo quando há redução de consumo, o impacto climático direto tende a ser pequeno.
Isso acontece por alguns fatores. A ação dura apenas uma hora. Parte da energia pode ser consumida depois (efeito de compensação). Além disso, nem toda redução de demanda resulta em corte proporcional de geração fóssil.
Por que o impacto é menor no Brasil
A eletricidade brasileira é majoritariamente renovável. Em 2024, cerca de 88,2% da geração veio de fontes como hidrelétrica, eólica e solar.
Além disso, o setor elétrico emitiu cerca de 59,9 kg de CO₂ equivalente por MWh gerado — um valor relativamente baixo em comparação com países que dependem de carvão e gás.
Isso significa que cada unidade de energia economizada no Brasil evita menos emissões do que em sistemas mais intensivos em combustíveis fósseis.
Quanto de energia pode ser economizado em uma hora
Para entender a escala do impacto, é possível fazer uma estimativa:
O consumo anual de eletricidade no Brasil foi de cerca de 560 TWh em 2024, segundo o Ministério de Minas e Energia. Isso equivale a aproximadamente 64 a 80 GWh por hora.
Em um cenário hipotético de adesão em todo o país, uma hora de redução poderia evitar o consumo de algo nessa ordem de grandeza.
Em termos de emissões, isso representaria algo entre 6 mil e 8 mil toneladas de CO₂ evitadas — um valor relevante, mas pequeno frente ao total anual do país.
Por que o efeito climático é limitado
Especialistas apontam três principais razões:
Na prática, a redução pode significar apenas menor uso de água em hidrelétricas, sem impacto direto nas emissões totais.
Monumentos que participam da Hora do Planeta
Um dos símbolos mais fortes da campanha é o apagamento de grandes marcos urbanos ao redor do mundo.
Entre os monumentos que frequentemente aderem estão:
1/13 A famosa Ópera de Sydney apagada durante a Hora do Planeta (_australia__2009__image__wwf_australia)
2/13 Hora do Planeta (size_960_16_9_hora-do-planeta-jpg.jpg)
3/13 Pessoas seguram velas durante evento para tentar estabelecer o recorde mundial de "Soprar o maior número de velas simultaneamente," durante a Hora do Planeta em Xangai (size_960_16_9_velas.jpg)
4/13 Torre Eiffel em Paris, antes e depois do apagão pela Hora do Planeta, em 28 de março de 2015 (size_960_16_9_torre_eiffel_em_paris_antes_e_depois_do_apagao_pela_hora_do_planeta_em_28_de_marco_de_2015.jpg)
5/13 Catedral Metropolitana apaga luzes na Hora do Planeta (size_960_16_9_Catedral_Metropolitana_apaga_luzes_na_Hora_do_Planeta.jpg)
6/13 Nos Estados Unidos, Empire State Building é visto antes e durante a Hora do Planeta, em 23 de março de 2013 (size_960_16_9_2013-03-24T033822Z_2035245974_GM1E93O0VR601_RTRMADP_3_USA.jpg)
7/13 Leifeng Pagoda, monumento budista na China, também participou do movimento Hora do Planeta, em março de 2013 (size_960_16_9_2013-03-24T050044Z_2003317385_GM1E93O100X01_RTRMADP_3_CHINA.jpg)
8/13 Lions Gate Bridge, em Vancouver, participa da Hora do Planeta, em 23 de março de 2013 (size_960_16_9_2013-03-24T061542Z_403852868_GM1E93O13J901_RTRMADP_3_CANADA.jpg)
9/13 Pessoas acendem velas em Brasília para marcar a Hora do Planeta, em 23 de março de 2013 (size_960_16_9_2013-03-24T004435Z_2073714294_GM1E93O0O5801_RTRMADP_3_EARTHHOUR.jpg)
10/13 (Hora do Planeta - singapore_skyline_439392)
11/13 (Hora do Planeta)
12/13 (Hora do Planeta - Sydey)
13/13 (Hora do Planeta - Cristo Redentor)
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