IA transforma análise quantitativa, afirma executivo da Bloomberg

Por Mariana Maria Silva 22 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
IA transforma análise quantitativa, afirma executivo da Bloomberg

A evolução da inteligência artificial está transformando a forma como análises financeiras são realizadas, com impactos diretos na produtividade, na tomada de decisão e no acesso a dados. Segundo Gary Kazantsev, head de estratégia de tecnologia quantitativa na Bloomberg e professor adjunto na Columbia University, a adoção da tecnologia no setor está fortemente ligada à confiança e à transparência.

Kazantsev afirma que a explicabilidade dos modelos é um elemento central para o uso de IA no mercado financeiro. “Interpretabilidade não é opcional no mercado financeiro, é um requisito básico”, disse.

De acordo com ele, essa exigência vem desde as primeiras aplicações de IA na empresa, quando clientes demandavam detalhes completos sobre o funcionamento dos modelos. “Eles queriam saber tudo: quais dados foram usados, como foi feito o treinamento, como ocorreu o processo de rotulagem”, afirmou.

Esse histórico levou a Bloomberg a desenvolver sistemas que priorizam a rastreabilidade das informações. “Nossa abordagem de IA é diferente da dos modelos de propósito geral, porque a confiança é tratada como um produto”, explicou Kasantsev, que destacou ainda que a empresa pesquisa sobre inteligência artificial há muitos anos.

Ganhos de eficiência

O avanço da IA também tem impacto direto na produtividade dos profissionais do setor financeiro. Segundo Kazantsev, tarefas que antes levavam horas ou dias agora podem ser realizadas em poucos minutos.

“Hoje, é possível fazer perguntas em linguagem natural e o sistema gera código, executa consultas e sintetiza respostas em segundos”, disse.

Além da velocidade, a tecnologia permite análises mais complexas. “Agora é possível integrar múltiplas fontes de dados e explorar perguntas mais sofisticadas”, afirmou.

Mudança na interface e no uso

A evolução da IA também deve alterar a forma como profissionais interagem com sistemas financeiros. Para Kazantsev, o uso de comandos técnicos tende a perder relevância.

“No futuro, a experiência pode ser totalmente baseada em perguntas e respostas dinâmicas, sem necessidade de comandos complexos”, disse.

Essa mudança permite que profissionais foquem menos na operação das ferramentas e mais na análise em si.

Kazantsev avalia que a IA pode ampliar o acesso a ferramentas avançadas, reduzindo barreiras de entrada no setor.

“A IA tem um papel democratizante, permitindo que mais pessoas acessem análises sofisticadas”, afirmou.

Apesar disso, ele pondera que ainda não está claro se esse movimento resultará em maior competição no mercado financeiro.

Evolução da IA na análise quantitativa

O executivo também destaca o ritmo acelerado de evolução dos modelos de IA. Ele cita avanços recentes em benchmarks de matemática avançada como evidência do progresso tecnológico.

“Esses sistemas já demonstram capacidades avançadas, comparáveis a especialistas em áreas específicas”, disse.

Para o futuro, Kazantsev aponta a possibilidade de assistentes cada vez mais integrados ao cotidiano dos usuários. “É possível que tenhamos assistentes inteligentes que atuem como suporte cognitivo contínuo”, afirmou.

Segundo ele, a principal mudança já em curso é a ampliação do uso da tecnologia. “Mais pessoas estão usando IA, mais casos de uso estão surgindo e há um aumento generalizado de produtividade”, concluiu.

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